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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

  As palavras não se calaram, as histórias continuam por cá, apenas a biblioteca ambulante está ausente das aldeias da minha terra. Os gritos moribundos das pastilhas dos travões, enfraquecidas de palmearem estradas e caminhos, os quais passaram a ser literários por vontade das pessoas, pelo apego obstinado do viajante das viagens e andanças. Não quero imaginar os clamores dessas pessoas, dos leitores sem histórias, privadas da presença da biblioteca ambulante, de pressentirem o (...)
Não é a rainha da festa, mas são as histórias a receberem os visitantes nas Festas da Cidade de Abrantes. As bibliotecas são uma experiência centenária na cidade, e nas aldeias da minha terra, reconduziu, devolve as pessoas, modifica opiniões. Nestes dias de celebração a povoação com maior amplitude e importância, os livros e a leitura destacam-se trazendo à memória as aldeias os lugares, os territórios reunidos na itinerância da biblioteca ambulante. Continuam no (...)
Não é a rainha da festa, mas são as histórias a receberem os visitantes nas Festas da Cidade de Abrantes. As bibliotecas são uma experiência centenária na cidade, e nas aldeias da minha terra, reconduziu, devolve as pessoas, modifica opiniões. Nestes dias de celebração a povoação com maior amplitude e importância, os livros e a leitura destacam-se trazendo à memória as aldeias os lugares, os territórios reunidos na itinerância da biblioteca ambulante. Continuam no (...)
Estamos a celebrar as bibliotecas, as fixas e as móveis, é nas últimas que me vou segurar.  Bibliotecas ambulantes, exploradoras de territórios, viajantes procurando leitores nos lugares onde as populações escasseiam. Realizando traços de leituras em circunstâncias muito difíceis, os sorrisos daqueles teimosos afastados das cidades, quando recebem as histórias, deixam para trás os dias que não paramos de suar, aqueles onde os agasalhos seriam bem vindos. Manhãs e tardes com (...)
Novamente na estrada a levar histórias, após uns dias a comunicar com a pequenada nas Festas da Cidade de Abrantes. Não é de todo a atmosfera onde o viajante das viagens e andanças e a biblioteca ambulante se dão melhor. É a pisar o alcatrão, a permanecer nas aldeias e lugares, rodeados pela charneca, pelas pessoas dos sítios remotos. Nos dias quentes, nos dias frios,  colados ao meio rural, cravados na terra deles. Não é propriamente o país das maravilhas, pouca densidade (...)
  Aproveitando a sombra da árvore, na companhia das sardinheiras, flores que dão o mote na primavera na cidade de Abrantes e aldeias da minha terra. As viagens e andanças ficam ornamentadas, as histórias estão mais cheirosas, a biblioteca ambulante um canteiro. Está composto o ramalhete para que o dia tenha leitores, (...)
Foram cinco minutos  de notoriedade as histórias, a biblioteca ambulante, atrás a magia acontecia, espontaneamente as crianças alheadas do que as rodeava, escutavam as histórias escolhidas por elas, lidas pela Sílvia e a Celeste. As palavras foram preparadas mil vezes , alinhadas aguardavam, nunca mais, a delonga aumentou a desinquietação, de repente, cinco, quatro, três, dois, um, e agora. As palavras arrumadas começaram a desorganizarem-se, queriam passar à frente uma (...)