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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

06.Jul.22

Aprender e brincar com palavras...

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Viagens implicadas nas temperatura elevadas, leituras teatralizadas à beira do rio. Nem tudo é mau, conseguir amarrar os jovens à leitura encenada, tão próximos da água do rio parece impossível. A história adaptada pelos homens do teatro, os movimentos, os gestos e as palavras, são um poder sobrenatural  que nos envolve. Aprender e brincar com palavras sérias foi a magia certa para a pequenada estar presa na história, O pequeno livro do ambiente de Christine Coirault, pela (...)
23.Mai.22

Ao ponto de ficar encharcado de palavras...

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Está uma tarde morna com nuvens no céu, umas atrás das outras, empurradas pelo resto do vento da manhã, a dizerem que poderá chover. Não acredito, sem pararem não vão deitar cá para baixo alguma água que transportam. A biblioteca ambulante é uma nuvem cheia de histórias, impelida pela vontade do viajante das viagens e andanças a levar enredos, permanece nas aldeias despejando-as a quem as queira ler. Há quem goste de se molhar pelas letras, ao ponto de ficar encharcado de (...)
04.Mai.22

Esperança e desesperança...

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O calor está de volta, em Martinchel a biblioteca ambulante aproveita a escassa sombra que a tília consegue dar com as suas jovens folhas. Os leitores e as pessoas da aldeia são preguiçosos ou não gostam de ler, poucos jovens, demasiada idade nas pessoas, não são impedimentos para se aproximarem das histórias. A biblioteca ambulante volta sempre ao centro da aldeia, no pequeno largo com uma fonte, à beira da estrada que não se cansa dos veículos que não a deixam de atravessar (...)
13.Abr.22

A primavera beijou-nos...

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A primavera  beijou-nos de surpresa, as histórias, a biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças estão cheios de sorte neste dia percorrido nas aldeias, também elas beijadas pelas águas do rio Zêzere. É pois um dia completo de beijos, juntando a estes os beijos dos leitores quando enfrentam as histórias na biblioteca ambulante. Beijos para aqui, beijos para ali, letras a beijarem-se, palavras a beijarem-se. Ler uma história, não é mais que um longo beijo de quem a (...)
25.Mar.22

As histórias sobram...

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O vento e mais poeira, marcam a manhã das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No café o Nuno e uma cliente, ambos leitores da biblioteca ambulante ficaram com as cabeças encaixadas nas páginas dos jornais e das revistas. Uma leitura obrigatória sempre que venho à Aldeia do Mato. A informação periódica ainda é importante para alguns, um estímulo para outras leituras, uns preferem a informação desportiva, outros apontam à generalista e social. Gostam (...)
31.Jan.22

Sem leitores ainda...

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Depois de dois dias intensos a sublinhar vitórias e derrotas, o primeiro dia útil da semana não perde a normalidade dos outros na Aldeia do Mato, a monotonia carinhosa  continua a fazer parte das práticas de quem aqui vive. Hoje o café está encerrado, um ou outro aldeão percorre a rua que segue na direcção do rio. Passos arrastando-se ouvem-se ao longe, próximos são pesados, não estou enganado, a idade avançada de quem habita na aldeia não é impeditiva para se deslocarem (...)
23.Set.21

Tombando com estrondo...

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O outono chegou com o vigor do inverno, na Aldeia do Mato a biblioteca com as portas fechadas, a disponibilizar histórias aos leitores audazes que queiram enfrentar a chuva impelida pelo vento. Na cabeça do viajante das viagens e andanças, passam imagens de histórias a voar, arrancadas da sua árvore, pairando no ar, indo na direcção das habitações dos leitores. Tombando com estrondo nas portas, avisando-os que estão ali, que as leiam, que as arremessam aos vizinhos, que (...)
05.Jul.21

Estes pequenos...

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A manhã agradável convoca as pessoas a reunirem-se na esplanada do café, a biblioteca ambulante lucra com a amabilidade das primeiras horas do dia. Entre cafés fumegantes, diálogos que chegam a entusiasmar quem ouve, não se perde pitada das notícias lidas nas revistas. Voltamos atrás no tempo, quando a aldeia tinha mais pessoas, sou espectador das histórias das mulheres, a sua idade avançada não as embaraça, sabem de tudo um pouco. Daquele, daquela, os filhos, sei lá mais o (...)