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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

23.Set.21

Tombando com estrondo...

historiasabeirario
O outono chegou com o vigor do inverno, na Aldeia do Mato a biblioteca com as portas fechadas, a disponibilizar histórias aos leitores audazes que queiram enfrentar a chuva impelida pelo vento. Na cabeça do viajante das viagens e andanças, passam imagens de histórias a voar, arrancadas da sua árvore, pairando no ar, indo na direcção das habitações dos leitores. Tombando com estrondo nas portas, avisando-os que estão ali, que as leiam, que as arremessam aos vizinhos, que (...)
05.Jul.21

Estes pequenos...

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A manhã agradável convoca as pessoas a reunirem-se na esplanada do café, a biblioteca ambulante lucra com a amabilidade das primeiras horas do dia. Entre cafés fumegantes, diálogos que chegam a entusiasmar quem ouve, não se perde pitada das notícias lidas nas revistas. Voltamos atrás no tempo, quando a aldeia tinha mais pessoas, sou espectador das histórias das mulheres, a sua idade avançada não as embaraça, sabem de tudo um pouco. Daquele, daquela, os filhos, sei lá mais o (...)
11.Jun.21

Um vai-vem de histórias...

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A viagem para a Aldeia do Mato decorreu enrolada na frescura matinal. O sol sem coragem para se sobrepor à camada de nuvens, que teimosamente pairam sobre este pedaço de terra. Na fonte junto do Kayak Bar, o ambiente sossegado promove a leitura dos jornais que a biblioteca ambulante disponibiliza. Foi o que fez um cliente, sentado numa das poucas mesas, no exterior do estabelecimento. Vê-se mais pessoas na rua, com toalhas de praia penduradas no ombro, entram no bar, saem com (...)
22.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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Manhã envergonhada nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na Aldeia do Mato os aldeões despedem-se dum filho da terra, o preto é a cor dominante junto da igreja. Aos poucos uns partem, de uma maneira ou de outra, perante a ausência de nascimentos e da prostração do interior, as aldeias também podem ter os dias contados. Aldeia do Matos, 3 de abril de 2018.          
28.Fev.20

Já leste estes livros todos?

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O relógio da torre sineira da igreja da Aldeia do Mato toca quatro vezes, o sol está quente, lá mais em baixo a água do rio está apelativa. Que bem sabia, um mergulho, libertar as poeiras do inverno que ainda não se foi embora, mas a primavera é teimosa e insiste na antecipação. Só nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, é possível encontrar os diversos estados da meteorologia. Os campos que acompanharam a viagem da biblioteca ambulante até esta (...)
28.Fev.20

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O relógio da torre sineira da igreja da Aldeia do Mato toca quatro vezes, o sol está quente, lá mais em baixo a água do rio está apelativa. Que bem sabia, um mergulho, libertar as poeiras do inverno que ainda não se foi embora, mas a primavera é teimosa e insiste na antecipação. Só nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, é possível encontrar os diversos estados da meteorologia. Os campos que acompanharam a viagem da biblioteca ambulante até esta (...)
07.Fev.20

Gerar futuros leitores

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  Fui ver o rio outra vez, desta vez estava resignado, com o tempo enevoado, arrisquei caminhar numa rua da Aldeia do Mato, onde só os meus passos ouvia. Nos beirais dos telhados, os pardais atordoados por tanta tranquilidade, assustam-se à minha passagem. Perto do miradouro, um som familiar chega-me aos ouvidos, a lâmina de uma enxada a ferir a terra, rasgando-a de seguida com violência. Uma mulher e um homem quebram o silêncio tratando a terra, as suas entranhas são escuras, (...)
18.Jan.20

O rio

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  Fui ver o rio, e o rio disse-me que estava arrepiado. Há muito tempo, leu uma história que lhe meteu medo. Foi de manhã cedo, o sol ainda não havia acordado. Ficou revoltado, na aldeia não acontecia alegria, as casas da aldeia estão vazias, não há cortesias, há melancolia. Tinha saudades do verão, das novidades que trarão, das pessoas novas que virão, na união dos que cá estão com os emigrados, os desconhecidos. Dos mergulhos, das brincadeiras, companheiras das manhãs, (...)
25.Set.19

Não se desenvolveram

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  As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, não se desenvolveram esta manhã. Os trabalhos na substituição de peças gastas que autorizam a abertura da porta lateral deslizante da biblioteca ambulante, consequência das inúmeras vezes da abertura para permitir que os leitores abusem das histórias, são o motivo da paragem momentânea. O viajante das viagens e andanças tem esperança que amanhã possa viajar até á Aldeia do Mato, localizada na margem de um (...)