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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

07.Ago.19

Café Bilhar

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A chuva alterou rotinas de quem está de férias, nas praias pela manhã os cafés abarrotam de gente, a leitura dos jornais misturada com o galão as torradas, as bicas o pastel de nata, a pequenada rodeando as mesas pedinchando e apontando para as vitrines dos bolos e gelados, os vários idiomas, é muita vez interrompida por distrações que cercam o leitor demasiado exposto ao turbilhão humano. Os empregados não têm descanso de bandeja no ar rodando a cabeça no sentido do (...)
22.Mai.19

Biblioteca de tesouros

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Percorria sem rumo, na enorme superfície de uma loja, habituada à minha presença regular, de venda a retalho de produtos culturais. Não andava perdido, não sabia o que queria, avancei, os livros atravessavam-se perante o meu olhar atento. Um título, um autor, cativam a minha atenção, havia outros como eu, parando, folheando devagar, até  sorriam para as páginas, notava-se empatia entre os leitores e os textos impressos. Progredia na tentativa de encontrar, não sei bem o (...)
02.Mai.19

Leonardo da Vinci e nós

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Leonardo da Vinci, pintor, arquitecto, músico, engenheiro, matemático, anatomista, inventor, escritor, astrólogo, até construtor de cenários nalgumas cortes da altura, Milão foi uma entre muitas, aventureiro, continua a ser um homem do nosso tempo. Pelas obras de arte, disputadas por colecionadores e museus, mais recentemente na origem da destibilazação diplomática entre a Itália e França nas comemorações dos 500 anos da sua morte.  Analfabeto, apenas com vinte anos  chega (...)
18.Abr.19

Notre Dame de Abrantes

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Não é a catedral Notre Dame é um mercado municipal,foi consumido pelas chamas, está devoluto e deteriorado, tem obras de arte e relíquias, tinha legumes, hortaliças, tinha fruta fresca, frutos secos, tinha animais vivos (galinhas, coelhos), ovos, queijos, tinha açougues, peixaria, com oito séculos de história uma referência na civilização europeia e mundial, construído nos princípios do século XX, referência na história local como a primeira grande superfície (...)
16.Abr.19

A cidade...

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  A cidade volta a ser perpetuada no desenho, literatura, fotografia, vídeo, jornalismo e multimédia na 4ª Jornada dos Cadernos de viagem de Abrantes, ao mesmo tempo a biblioteca ambulante, diáriamente nas suas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, acelara umas vezes rápidamente, noutras lentamente, consoante o percurso das estradas do município no intento de levar histórias, lembrar que não estão esquecidos os que teimam em ficar. Aldeias com vistas para (...)
01.Abr.19

Explorando e provando a cidade

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  A cidade do início das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, acordou com a chuva a açoitar as ruas, a quem saíu desprevenido para a escola, para o trabalho. A circulação automóvel torna-se mais lenta, longas filas se formam, ecoam as buzinas, instala-se um pouco a confusão nos acessos aos estabelecimentos de ensino. Nunca uns vergastes conseguiram contentar as gentes urbanas como estes, nas aldeias que são percorridas pela bilblioteca ambulante, (...)
12.Mar.19

Rádio Comercial

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Não posso deixar de apontar neste lugar - Histórias à beira rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra - os quarenta anos da Rádio Comercial (RC), terminei a adolescência ouvindo a música por ela transmitida, iniciando a idade adulta continuando a escutar. António Sérgio com a sua rúbrica Som da frente, foi o mentor para a minha colecção de música e canções, maioritariamente oriunda do Reino Unido ( não entendo e porquê um reino exportador de tantos (...)
03.Mar.19

Passeio a pé pelo Beco Carreira dos Cavalos

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Logo ao início da rua com o mesmo nome, à direita estão os degraus que me guiam ao patamar. Quase sou impelido a perdir licença para invadir a tranquilidade do Beco, que já foi a Rua do Saco, segundo a Toponímia abrantina de Eduardo Campos, ed. 1989. Modificação já ocorrida em 1677, talvez em consequência de haver muitos assaltos, pois neste lugar de passagem e de saída da vila as tabernas e estalagens que por aqui havia eram alvos de ladroagem. Passando à frente na (...)