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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

11.Mai.22

Na companhia das sardinheiras....

historiasabeirario
  Aproveitando a sombra da árvore, na companhia das sardinheiras, flores que dão o mote na primavera na cidade de Abrantes e aldeias da minha terra. As viagens e andanças ficam ornamentadas, as histórias estão mais cheirosas, a biblioteca ambulante um canteiro. Está composto o ramalhete para que o dia tenha leitores, (...)
21.Abr.22

Um longo percurso...

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A transparência da manhã está a terminar com a chegada do manto cinzento a cobrir a totalidade daquele que seria um dia brilhante. Na rua, duas mulheres conversam junto do mercadinho da Ilda, outra que por aqui passou, próximo da biblioteca ambulante, meteu conversa, os casos de covid, a guerra da Ucrânia apoquentavam-na, ambos estão a estragar o resto dos anos que lhe faltam. As pessoas andam atentas, vêm e ouvem notícias, perderam a desconfiança, entram na biblioteca, escolhem (...)
01.Abr.22

Que estivessem sempre...

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A pouco e pouco a primavera instala-se, a charneca expõe a sua paleta de cores, modificando a paisagem. As viagens e andanças com letras, têm agora outra impressão, existe mais ilustração, as histórias acontecem com novas essências, com um estímulo mais sarapintado. As flores silvestres mostram-se vaidosas à biblioteca ambulante, ladeiam as estradas estreitas que levam as histórias e as pessoas às aldeias e lugares da minha terra. Dão esperança aos que habitam por aqui, (...)
15.Mar.22

A poeira entranha-se...

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A poeira teima em tornar menos límpidas as terras mais elevadas situadas a norte das viagens e andanças com letras. Não chove como aconteceu no dia de ontem, nem o frio consegue representar um papel de destaque, a manhã está perfeita, crescendo no meio da cantoria dos pássaros. No Souto, formando um pequeno círculo, um grupo de homens estão conversando. Têm tempo em abundância, o jornal que o viajante das viagens e andanças lhes entregou é lido com outra disponibilidade. Não (...)
24.Fev.22

É nas bibliotecas...

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O dia amanheceu cinzento, a Europa está a ser violada nos seus direitos mais básicos humanos, a Ucrânia está a ser invadida pela Rússia. Um miserável, não tenho outra expressão para o referir, o homem que ordenou o ataque a território ucraniano. O conceito de justiça em Putin, em educar o seu povo na sociedade actual não acontece, pelo contrário endurece-o no mal. A inquietação não é generalizada nas viagens e andanças pelas aldeias da minha terra, o quotidiano (...)
07.Dez.21

Meia dúzia de passos...

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  A chuva é fugaz esta manhã, miudinha como alfinetes a chocarem no para-brisas da biblioteca ambulante. O café quente do termo é um conforto para o viajante das viagens e andanças, proporciona-lhe determinação para o resto do dia que aí vem. Persistir face à possibilidade de insuficiência de leitores, os indícios não estão animadores perante a cara do dia. Não está doente, mas está choramingas, as pessoas assim não saem de suas casas. No conforto das lareiras e dos (...)
10.Set.21

A vindimar histórias...

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A vindimar histórias, um cacho, bago a bago, espremer até ao sumo, assim se devoram as histórias, as uvas. São horas em pé, apoiado sobre os calcanhares, de tesoura na mão, cortando o cordão que une o cacho à planta. Sentado, deitado, na postura que mais lhe servir, a separar, folha a folha, a ler a comprimir palavras e frases. Uns aproveitarão o líquido derivado das uvas espezinhadas, outros ganham saberes adquiridos na leitura. A simultaneidade é possível quando a (...)
21.Jun.21

Uma benção...

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Regressar à estrada, tornar a esvaziar o tinteiro da caneta nas "Histórias à beira rio", retomar engrenagens nas viagens e andanças com letras, atravessar e permanecer nas aldeias, falar com as pessoas. Foi o que aconteceu hoje no primeiro dia de verão, apesar da visita da chuva de manhã na aldeia do Souto. Uma benção para o viajante das viagens e andanças, podia estar sempre assim, a levar histórias, implicado nesta temperatura amena. Na Atalaia o quotidiano não se alterou, (...)
26.Mai.21

É sempre uma incógnita...

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Sempre a acelerar, na estrada e nas respostas aos leitores que se aproximam, acompanhando o progresso das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A biblioteca ambulante, uma estradista com alguns anos na promoção da leitura, continua a deixar nos lugares e nas pessoas, surpresa e admiração. Uma atracção sem igual, um rasto que provoca curiosidade, vontade de explorar a área nuclear, onde está o acesso à leitura, daqui em diante, tudo pode acontecer. É sempre (...)
06.Mai.21

O passado continua no presente renovado...

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Atalaia, o sol aponta ao trono, a biblioteca ambulante gera curiosidade a quem passa perto. No Mini-mercado da Ilda duas clientes solicitam quem está no pequeno balcão. A carrinha do padeiro buzina primeiro, estaciona no largo. Subitamente, padeiro e viatura são rodeados por mulheres segurando sacos. Na aldeia a vida acontece, aqui o passado continua no presente renovado. Fico tranquilo, os costumes prosseguem, as pessoas existem. A manhã termina da melhor maneira possível, uma (...)