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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

10.Set.21

A vindimar histórias...

historiasabeirario
A vindimar histórias, um cacho, bago a bago, espremer até ao sumo, assim se devoram as histórias, as uvas. São horas em pé, apoiado sobre os calcanhares, de tesoura na mão, cortando o cordão que une o cacho à planta. Sentado, deitado, na postura que mais lhe servir, a separar, folha a folha, a ler a comprimir palavras e frases. Uns aproveitarão o líquido derivado das uvas espezinhadas, outros ganham saberes adquiridos na leitura. A simultaneidade é possível quando a (...)
21.Jun.21

Uma benção...

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Regressar à estrada, tornar a esvaziar o tinteiro da caneta nas "Histórias à beira rio", retomar engrenagens nas viagens e andanças com letras, atravessar e permanecer nas aldeias, falar com as pessoas. Foi o que aconteceu hoje no primeiro dia de verão, apesar da visita da chuva de manhã na aldeia do Souto. Uma benção para o viajante das viagens e andanças, podia estar sempre assim, a levar histórias, implicado nesta temperatura amena. Na Atalaia o quotidiano não se alterou, (...)
26.Mai.21

É sempre uma incógnita...

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Sempre a acelerar, na estrada e nas respostas aos leitores que se aproximam, acompanhando o progresso das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A biblioteca ambulante, uma estradista com alguns anos na promoção da leitura, continua a deixar nos lugares e nas pessoas, surpresa e admiração. Uma atracção sem igual, um rasto que provoca curiosidade, vontade de explorar a área nuclear, onde está o acesso à leitura, daqui em diante, tudo pode acontecer. É sempre (...)
06.Mai.21

O passado continua no presente renovado...

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Atalaia, o sol aponta ao trono, a biblioteca ambulante gera curiosidade a quem passa perto. No Mini-mercado da Ilda duas clientes solicitam quem está no pequeno balcão. A carrinha do padeiro buzina primeiro, estaciona no largo. Subitamente, padeiro e viatura são rodeados por mulheres segurando sacos. Na aldeia a vida acontece, aqui o passado continua no presente renovado. Fico tranquilo, os costumes prosseguem, as pessoas existem. A manhã termina da melhor maneira possível, uma (...)
27.Set.19

Encontros e desencontros

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  As histórias estão fora de si, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a biblioteca ambulante volta a circular, esta manhã a caminho da aldeia da Atalaia, a exaltação lá atrás não tem explicação. Após dois dias inactivas nas prateleiras, encerradas na escuridão do dia e da noite, as histórias saltam de felicidade por retomarem as suas viagens. Desde as velhinhas "Ternos guerreiros" da escritora Agustina Bessa-Luís, ou "As Terras do Demo" de (...)
10.Set.19

Resultados de quem acredita em vocês

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  A aurora está cada vez mais preguiçosa, as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra mais fortes, continuam hoje na aldeia da Atalaia. Numa manhã onde o outono dá ares da sua graça, a biblioteca ambulante de portas abertas exibe as histórias a quem passa. Uma mulher traz na cabeça um feixe de lenha, porventura o forno irá ser posto á prova na cozedura de pão. As copas das árvores oscilam, outras mulheres caminham pelo largo com passadas vagarosas, aqui (...)
12.Jul.19

O largo não está deserto

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  Quem diz que estando o sol escondido a sua intensidade não é a mesma, engana-se, a manhã quente que se faz sentir é de verão, entusiástico está o viajante das viagens e andanças, depois do enorme concerto dado pelos The Cure nesta madrugada, velhos são os trapos. Agora, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, mal dormido, conquisto com a biblioteca ambulante a distância até á aldeia da Atalaia. O largo não está deserto, tem uma melodia rural, (...)
24.Jun.19

São teimosas

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  As nuvens rasteiras ameaçam a manhã, o meu corpo indiferente, colaborando para este comportamento a ausência do sol madrugador, demorou a erguer-se, mas a tempo de iniciar uma semana de viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Hoje será a Atalaia na freguesia do Souto a sortuda com a presença da biblioteca ambulante e das suas histórias. Com a deslocação em progressão, a chuva acanhada faz a sua aparição, mais à frente os pingos engrossam e a estrada (...)
29.Mar.19

Sem derrapagem

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  Sem derrapagens as histórias voltaram nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra á Atalaia. A existência aqui segue o rumo normal, pouca gente mas expansivas, hortas bem cuidadas confiando na precipitação prevista no fim de semana, segundo a meteorologia. As histórias repetem a viagem efectuada vinte dias antes, com a esperança redobrada no aparecimento de novos leitores(as), nesta restituição do percurso algumas paisagens estão sendo alteradas, (...)