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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

11.Ago.22

Uma provocação...

historiasabeirario
No regaço do bairro as histórias tentam abrigo nas fracções dos prédios que preenchem o que foi em tempos, hortas, olival e mais para trás o local onde existiu um convento. Saíram os monges, voltaram outros, famílias encaixadas umas nas outras que não dão importância às histórias que os informam da importância histórica do lugar. São poucos os que desafiam as palavras, entram no café, sentam-se na pequena esplanada defronte da biblioteca ambulante e não se passa nada. (...)
24.Mai.22

Um relacionamento para a vida...

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Há momentos em que o vento dá guinadas, como se estivesse a ser conduzido por alguém desorientado na direcção que tomar. Não sei se fecho as portas, se mantenho só uma aberta, e destas a qual, a da retaguarda ou a lateral da biblioteca ambulante. Neste período são as folhas que voam, as revistas empurradas violentamente do escaparate, a ventania está insuportável. A imprevisibilidade da meteorologia do dia é semelhante à vinda até às histórias de leitores, até ao momento (...)
05.Mai.22

O tempo parece estar atrasado...

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O sol não expressa compaixão pelos mortais esta tarde na aldeia da Casa Branca, no interior do café um grupo de aldeões, na sua maioria homens, aproveita para emborcar umas quantas minis frescas. Se pudesse também estaria com eles saciando a sede, conversando, tomando conhecimento do quotidiano da aldeia. Saber mais sobre a cultura hortícola, o que está germinando, os legumes que estão acabados e prontos para serem colhidos. Neste lugares afastados onde se pratica agricultura de (...)
28.Mar.22

Os leitores estão entrincheirados...

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A tarde está embaciada, parece adoentada, que aflição será esta que assola as aldeias da minha terra? Os leitores estão entrincheirados nas suas casas, as pessoas não se deixam ver, na Lampreia só a natureza está activa, o seu timbre é magnífico, só mesmo as melodias  da orquestra silvestre me fazem estar atento. Já perto do destino final de outro dia de viagens e andanças com letras, noutra aldeia, a biblioteca ambulante e as histórias aguardam melhor sorte, ou seja (...)
13.Jan.22

estão resignados...

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Estão a tarde toda sentados na esplanada do café, atrevo-me a escrever que são como o mobiliário exposto do estabelecimento. Todas as vezes que a biblioteca ambulante permanece na aldeia, ali estão eles colados nas cadeiras, há momentos em que não se ouvem, noutros as vozes fazem-se ouvir no final da aldeia, sobrepõem-se ao trânsito automóvel que não se cansa de atravessar a povoação. Chegam quase às agressões, tal não é a quantidade de impropérios dirigidos  uns aos (...)
20.Mai.21

São sempre bem vindos

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Verão prematuro, campos arroxeados, leitores incomunicáveis, é a tarde possível na aldeia da Lampreia nas viagens e andanças. Só a mensagem por voz permitiu ao viajante das viagens e andanças, informar da paragem da biblioteca na aldeia. Na Casa Branca, aldeia seguinte, a música cigana retumba de tal modo do interior de um automóvel que abafa qualquer som ao redor. O sol está violento, é um reaprender das viagens consoante as deliberações dos elementos, há dias em que a (...)
04.Fev.20

Ali estão

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Atrás de mim, melhor escrevendo, à frente da biblioteca ambulante a esplanada do café está cheia de freguesia. Digo atrás de mim e à frente da biblioteca ambulante, porque o banco do passageiro é rotativo, para o viajante das viagens e andanças ficar localizado de frente para os leitores. Dando seguimento ao que escrevia numas palavras atrás, a clientela não se cansa de dialogar, mangas arregaçadas, também eles aproveitam o abraço dos últimos raios do sol. Uma voz ou outra (...)
10.Dez.19

Aprisionada na tarde

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  A noite aproxima-se, com a biblioteca ambulante aprisionada na tarde das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na Casa Branca, não aquela, onde Donald Trump assenta arraiais actualmente, sem saber por mais quanto tempo irá permanecer com o rei na barriga. Mas a outra, a aldeia, que tem no seu espaço geográfico, uma estrada que a atravessa, onde os veículos ligeiros, pesados, motociclos, tractores, não se cansam de transitar de dia e noite. Aquela onde agora (...)
04.Set.19

Sem contemplações

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  Escassas nuvens, idênticas a enormes Dirigíveis, sobrevoam o lugar da Lampreia, topónimo que tem a sua origem na fauna fluvial, sem certezas que a escolha seja relativa à actual ribeira que por aqui corre com o mesmo nome. Doação do Crato à Ordem do Hospital no ano de 1232, o crescimento do local pouco desenvolvimento terá tido até aos dias actuais, a população aumentou, mas curta na área do território das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. (...)
25.Jul.19

Os faça agitar nas emoções

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  Depois de uma manhã onde chuviscos deram um ar da sua graça, as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, são percorridas pela biblioteca ambulante numa temperatura habitual nesta época do ano no concelho, muito calor. As histórias estão prestes a ser tocadas, agarradas, há quem almoçe com elas, durma com elas na cabeçeira da sua cama, viaje levando-as na mochila, na mala. Até á praia vão, naquelas tardes em que o sol atravessa lento o rumo ao zénite. (...)