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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

05.Set.19

Apetite por mais iguarias e histórias

historiasabeirario
  O vento não traz nada de novo nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o dia quente avança no seu ritmo habitual, na aldeia dos Casais de Revelhos desde o seu princípio ao sítio onde está desimpedida, a biblioteca ambulante não avistou vivalma. Na sombra de uma oliveira repleta de azeitonas ainda verdes, as histórias aprumadas nas prateleiras prestam a que as apertem, como fazem nos lagares às azeitonas. O seu óleo, as letras, temperam comidas, dão (...)
26.Jul.19

Duma mirada

historiasabeirario
O verão foi ali e já volta, assim impõe a meteorologia nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Tarde excelente para viajar na biblioteca ambulante pelas aldeias de Casais de Revelhos e Mouriscas a levar e dar histórias, não fosse o viajante das viagens e andanças no trajecto na Av. António Farinha Pereira (EN2), deparar outra vez com enormes árvores decepadas. Desta vez abatidas, foram as generosas pinheiras, nunca mais as suas sombras protegerão (...)
18.Jun.19

A esperança inundou-me

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  Pela manhã a chuva surpreendeu com a sua visita, a previsão meteorológica previa esta circunstância, mas não deixa de ser novidade no mês em que estamos mesmo a pisar o verão. Soube bem, voltar a cheirar a terra molhada, sentir os minúsculos pingos, como se fossem alfinetadas despertando-me, batendo insistentemente no meu rosto. Mais logo as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, terão outro ânimo com esta agradável frescura. Isto está tudo do (...)
27.Mai.19

Finalmente os leitores

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O sussurar não é brando, a sua violência desalinha os cabelos dos leitores, trazem nas mãos as histórias bem seguras não vá o diabo tece-las, desprendendo as letras ao seu chamamento. A inquietude da tarde desgasta o viajante, o vento não quer saber disso para nada, ás vezes parece que grita. Ou serão as histórias a clamar pelos leitores, as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra neste momento demoram-se na aldeia das Mouriscas, o vento continua desalmado, (...)
15.Abr.19

Ultrapassam desenfreados

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A curta distância do local de partida das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, ao destino foi curta, mas o intenso tráfego torna o trajecto diferente. São carros que ultrapassam desenfreados a biblioteca ambulante, como se não houvesse mais tempo, os obstáculos, quero dizer rotundas que permitem escoar mais apressadamente o trânsito automóvel, e que muitas vezes o condicionam, os peões que atravessam as passadeiras e os que se atiram para cima das mesmas e (...)
07.Mar.19

Não podemos esquecer

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  Burrrm! Burrrmm! Burrrmmmm! Faz o carro do velho, um papa reforma estacionado na rua ao lado da biblioteca ambulante, na aldeia dos Casais de Revelhos. Burrrrrmmmmm! Finalmente o motor acorda da sua preguiça, hesitante, aos solavancos arrancou, sem o ver ainda ouço o motor engasgando-se pela estrada abaixo. É nesta agitação mecânica que início a narrativa de hoje, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o som da chuva a cair sob a biblioteca faz-me (...)