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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

09.Mai.19

Pensamentos desatentos

historiasabeirario
A meio da manhã de outro dia, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, com a chuva desta vez a cair como se tivesse escoado por orifícios de um funil de fabricação de fios de ovos, atingindo quem anda desprevenido com tamanha frieza e carinho ao mesmo tempo. Neste momento a biblioteca ambulante mantém presença na aldeia de Coalhos, com panorâmica para o outeiro na outra margem do rio, a névoa esconde a fortaleza e o jardim debruçado no sentido das (...)
27.Mar.19

A ventania continua

historiasabeirario
A ventania continua nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, no lugar de Coalhos a biblioteca ambulante foi recebida por uma adolescente avestruz sob o olhar atento da sua progenitora. Na Quinta dos Plátanos, o amor dos proprietários pelos animais, leva-os a alojar várias espécies de diversos continentes. O casario da localidade prolonga-se ladeando a estrada de um lado e outro, extensas hortas intercalam com algum vinhedo, mais á frente o pinhal que se (...)
28.Jan.19

As histórias estão com fôlego

historiasabeirario
A abertura do dia dava alento às viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, com o tempo a decorrer não será assim, nuvens ameaçadoras surgem no horizonte. Na biblioteca ambulante as histórias estão com fôlego para rumarem aos lares das pessoas da pequena aldeia de Coalhos. À pouco tempo atrás atravessando a ponte da margem norte para sul, por baixo o rio mais completo mostrava uma aparência calma, a louca corrida das suas águas vinda de Espanha, dá (...)
08.Nov.18

Ansiosa de chegar

historiasabeirario
 Finalmente vejo os panos rodeando as oliveiras, assim as azeitonas já se podem desprender da ramagem que as aguentam, sem se perderem na terra. Escadas reclinadas sobre a folhagem, homens empoleirados sacudindo com paus os frutos mais altos, em baixo são as mulheres com paus mais compridos que açoitam as folhas. Os panos ficam cheios de pontos pretos e esgalhos, tudo isto é separado, a azeitona é ensacada, indo depois para o lagar. Daqui para a frente será este o cenário (...)
27.Set.18

Elabora sucessos

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 Na aldeia de Coalhos o vento continua presente, a manhã está mais fresca que as anteriores desta semana. Da biblioteca ambulante não muito distante da EN 118, entrevejo a intensidade do tráfego em ambos os sentidos. Como seria bom os aldeões movimentarem-se até à biblioteca com mais frequência nas aldeias do itinerário desta. As histórias fariam deles outras pessoas, arrebatariam o seu isolamento, propiciariam soluções, olhariam o futuro com motivação. Não desistam, a (...)
10.Set.18

Comunicam palavras ocasionais

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 Amanheceu com frescor, as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, iniciaram-se um pouco mais terde, mas no seu horário habitual. A biblioteca ambulante encontra-se neste momento desempenhando a sua função na aldeia de Coalhos, o avanço matinal é notório, a circulação autotmóvel acentuou-se com o crescimento do trafego. As pessoas percorrem as ruas descontraídas, umas trazem sacos onde espreitam legumes viçosos, outras comunicam palavras ocasionais, no (...)
30.Mai.18

Insistência nos itinerários

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Por instantes o vidro da biblioteca ambulante ficou cheio de gotícolas de água, a manhã possível nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, na aldeia de Coalhos. Nada acontece, os livros aprumados nas prateleiras, advinham que irão ficar abatidos, as mãos que accionam o seu manuseamento andam ocupadas com as enxadas. Estas empurradas pelas mãos, forçam a terra rasgando-a, andam uma manhã nisto, não têm tempo para mais. Noutro dia voltarão na esperança (...)