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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

09.Mai.22

Talvez aqui os leitores...

historiasabeirario
O corpo protesta com a temperatura elevada, as histórias reclamam por leitores, o viajante das viagens e andanças revoltado pelo pólen que o incómoda a cada hora que passa. Um início de semana de contestação perante as realidades meteorológica, afastamento, e carácter incompatível de ser alérgico aos grãos microscópicos de cor amarela. Em Concavada, aldeia plantada à beira rio, só a esplanada do café atrai as pessoas. Situada no largo da aldeia, junto da estrada, (...)
19.Abr.22

Continuo a ler com prazer e sem parar

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O vento não trás nada de novo, só frio que nos faz vestir agasalhos novamente. Há uma indecisão no andamento no curso natural das coisas, andamos aqui um pouco aos papéis ouvindo comentários de uns e outros, mas não passa disso mesmo. Encontro refúgio nas histórias, lugares onde encontramos conhecimento, deparamos com realidades que nos fazem parecer muitas vezes personagens das histórias que lemos. Nelas são-nos transmitidas ocorrências,  problemas e resoluções no passado (...)
30.Mar.22

A porta grande aberta...

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A impetuosidade do vento sacode a biblioteca ambulante na estrada que a leva à aldeia do Pego, as histórias agigantam-se perante a possibilidade de elas próprias serem transportadas mais rapidamente no corpo deste fenómeno natural. Tal não irá acontecer, a condução prudente do viajante das viagens e andanças coloca-as em segurança na aldeia. A porta grande aberta, desperta a atenção a quem passa no passeio, olhares curiosos penetram no interior da biblioteca, ficam por aqui, (...)
22.Fev.22

Tudo pode...

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Só o vento anda por aqui, as vozes que ouvia calaram-se, não sei onde foram, também não interessa. Preocupante é a presença da biblioteca ambulante no largo da aldeia, não causar influência naqueles que dão som ás vozes. Os leitores da aldeia não sei por onde andam, os diálogos que o vento trouxe até à biblioteca ambulante podiam ser de alguns deles, não lhes vi os rostos, desconfio que não eram de nenhum leitor.  Aqui estou eu a ouvir, o relógio da torre sineiro da (...)
02.Dez.21

Uma reunião de folhas...

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  Está frio, as histórias encolhidas nas estantes parecem tímidas, mas não, estão ali para quem as queira levar. No interior das brochuras, são tantas as palavras impressas que só as decifrando percebemos, a energia que transmitem. As emoções que provocam, muitas vezes ficamos com pele de galinha, noutras choramos, de vez enquanto aborrecemos-nos, pomo-las de lado, não queremos saber mais nada do que está escrito. Partimos para outra história, entretanto nunca deixamos de (...)
11.Nov.21

A tarde soalheira...

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Come-se castanhas assadas na aldeia da Concavada, no largo, sentados junto a uma mesa alguns locais não se esgotam de as levar à boca e engolir, acabadas de assar no resto do carvão que tostou os frangos antes do almoço. Defronte da biblioteca ambulante, no lado oposto, a viatura que traz a fruta e os filhos das galinhas preparados para o grande assador tem o fim de um dia de negócio à vista.  Amanhã será outro dia, outra aldeia, assim como a biblioteca ambulante, percorre (...)
03.Nov.21

As histórias andam aí...

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O sol substituiu a chuva, mas não veio só, trouxe o frio, trouxe pessoas à biblioteca ambulante que não ficaram indiferentes às pequenas personagens penduradas num fio desafiando a curiosidade de quem entra. Rodeadas por histórias disto e daquilo, as pessoas da aldeia da Concavada conheceram a biblioteca ambulante, souberam que através da mesma podem ter acesso  às muitas histórias dispostas nas estantes. Levam hoje, trazem depois na próxima visita, trazem quando houver (...)
08.Jul.21

Não rejeita...

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A sombra acolhe a biblioteca ambulante na aldeia da Concavada, na esplanada do café do Largo, homens sentados fumam cigarros sem parar. Talvez assim o tempo progrida mais depressa, mas apressados só vejo os automóveis que transitam nos dois sentidos, na estrada logo ali ao lado. Assim estão eles, fixando os telemóveis, ignorando os diálogos. São as aldeias dos tempos actuais, com população diminuída, poucos leitores, e transmissão de conhecimento pela oralidade em vias de (...)
24.Mai.21

Suportar a ausência...

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Sem pudor a biblioteca ambulante estaciona perto do café. Abre as portas desafiando quem está na esplanada, a troca de olhares é incontestável entre eles, as histórias estão alicerçadas, agora é preciso consolidar as pessoas que olham desconfiadas, e oferecem resistência à leitura. Não é só aquí, noutras aldeias também acontece, e há as que têm leitores, gente curiosa que se acerca das histórias. Suportar a ausência de leitores faz parte da tarefa de levar histórias, (...)
04.Jan.20

Continua ainda com mais sabor e ardor

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  Finalmente o sol está nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, os rostos sorridentes manifestados nas pessoas logo de manhã trouxeram motivação para outro dia cheio de histórias. No sentido contrário ao do rio Tejo, numa curta boleia da A23, a biblioteca ambulante sai rumando à aldeia da Concavada sem acontecer coisa nenhuma, estacionou na aldeia da Ribeira do Fernando. O José sentado numa mesa do café do qual é proprietário, ergueu-se subitamente (...)