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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

10.Mai.22

Os mais resistentes...

historiasabeirario
No Tramagal, quando o sol estava perto de atingir o topo, foi o momento da pequenada visitar a biblioteca ambulante, hoje foram menos, o almoço na escola estava na mesa para alguns que não podiam esperar. Os mais resistentes acompanharam a professora que trouxe histórias que os deleitaram, lidas na escola, decifradas, cada uma à sua maneira por cada um que respondeu às questões colocadas pelas professoras após as leituras. Levam outras, escolhidas por eles, sempre com a permissão (...)
20.Abr.22

São nuvens de letras

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A saga do vento continua nas viagens e andanças com letras, as meninas e os meninos vêm da escola perfilados, de mãos dadas, como elos para não voarem. É sempre assim todas as vezes que a biblioteca ambulante estaciona junto da escola, não perdem uma visita com a professora que os acompanha sempre. Trazem histórias para devolver, levam outras para que lhes as leiam na escola, são como as nuvens que sobrevoam a biblioteca ambulante. Empurradas pelo vento vêem e vão, chegam (...)
23.Fev.22

O ruído reprimido...

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Todas as vezes que a biblioteca ambulante se desloca à vila do Tramagal, as sucessivas curvas e contracurvas originam sempre um turbilhão nas histórias. Esta impetuosidade no traçado da estrada, desordena sempre as histórias arrumadas nas estantes, O ruído reprimido ao caírem no chão é o primeiro indício de que algo não está correr bem lá atrás, o pouco espaço que se ganha, desencadeia a desordem, autores que nunca se cruzaram, agora estão abraçados, assuntos (...)
03.Dez.21

Onde a oralidade recruta histórias...

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  A névoa rasteira não permite descuidos na estrada de curvas seguidas, a conduzir a biblioteca ambulante nas viagens e andanças, em direcção ao Tramagal. Acrescentando a temperatura baixa, os cinco graus  celcius que se colam no corpo de quem arrisca andar desprotegido, ou sem agarrar uma história nas mãos por exemplo, ainda a privação de leitores que sobe nos lugares do costume, dos encontros verdadeiros e deslumbrantes ao mesmo tempo. Onde a oralidade recruta (...)
09.Set.21

Não existe regularidade...

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Não existe regularidade na leitura, exceptuando uma escassa minoria nas aldeias da minha terra, é com prazer que o viajante das viagens e andanças oferece o jornal local, só para os observar a ler. Alguns estão debruçados de tal modo, parece que querem engolir as letras, mal se lhes vê o rosto. Sabem decifrar o conteúdo escrito, muitas vezes o movimento dos lábios a soletrar expõem a ausência da leitura no quotidiano destas pessoas. Ou mesmo a dificuldade na capacidade de (...)
24.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  A sinuosidade da estrada que me trouxe nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, ao Crucifixo e Tramagal, contrasta com as outras duas vias de locomoção alternativas, sendo uma delas já inadequada para o efeito, localizadas mais abaixo. A estrada férrea e a antepassada estrada fluvial. No passado século XVI, um rei que se apropriou da coroa portuguesa,  visionário ao mesmo tempo, ordenou edificar no leito do rio uma obra de engenharia hidráulica, o (...)
03.Mar.20

Convidando a entrada a todos

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  O sol deu um ar da sua graça, mas foi de pouca duração, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na aldeia do Crucifixo chove, na biblioteca ambulante as histórias aguardam pelos leitores, a expectativa é grande, pela água que se escoa das nuvens, por ser um lugar onde só de vez em quando um leitor surge. Mais um egnima nas viagens e andanças com letras, uma aldeia com pessoas, têm meios de deslocação próprio, libertam-se do lugar, porquê tanta (...)
10.Fev.20

Um sintoma que algo não está a correr como deveria

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  Na estrada outra vez com as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a biblioteca ambulante, estacionada na aldeia do Crucifixo, espera que os leitores locais se atrevam a entrar e optar pela história que os atraia mais neste universo das narrativas viajantes. Esta espontâneadade de aproximação trará primeiro a chuva do que leitores, são mais os sinais que vêm de cima, dos que lêem o que os outros escrevem. Na rua principal só os carros dão nas vistas, (...)
06.Nov.19

Mãos

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  Nuvens baixas e cinzentas atravessam o espaço terrestre das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A biblioteca ambulante ganha ânimo no cais das partidas e chegadas, as histórias sacodem o pó das brochuras, amaneiram as páginas, aprumam as posturas, estão desimpedidas para os leitores da aldeia do Crucifixo e vila do Tramagal. Mãos pequenas, mãos grandes, mãos rudes, mãos macias, mãos novas, mãos velhas, esperam pelas histórias. Muitas partes (...)
16.Out.19

Não querem que as histórias terminem

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  Parda, a mostrar a chuva que irá desabar a qualquer momento, assim está a tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, num outono que a pouco e pouco se acomoda.  Salta à vista do viajante das viagens e andanças o fumo espesso das primeiras queimadas, enquanto se dirige na biblioteca ambulante para a aldeia do Crucifixo. Ao longe tem-se a ilusão de altas chaminés fumegando, são apenas enormes fogueiras onde se destrói ervas e mato.Na aldeia para o (...)