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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

  Vou ali e já venho, foi assim que me desagarrei do “Desafio de escrita dos pássaros”, numa sexta feira, numa data que já não sei qual foi. Julgando que após a publicação nesse dia do texto, voltaria a receber seguidamente a dica para outro desafio, os dias foram passando, e as idas à caixa de correio não terminavam, sempre esperando a mensagem que nunca mais chegou. Isto do vou ali e já venho, ocasionou o esquecimento no desenvolvimento do texto que escrevo... É uma (...)
Oh não, um vírus outra vez! Um vírus plantado pelos serviços secretos de um qualquer país, como forma de inverter a economia emergente da China. Um vírus posto pelas organizações ambientalistas, para parar o aumento da poluição provocado pela indústria chinesa. Um vírus exposto nas bancas de um mercado, numa cidade com uma densidade populacional muito elevada. Outros fizeram sucesso no passado, o vírus da Gripe Pneumónica em 1918, o vírus da Gripe Asiática em 1957, o vírus (...)
Oh não, um vírus outra vez! Um vírus plantado pelos serviços secretos de um qualquer país, como forma de inverter a economia emergente da China. Um vírus posto pelas organizações ambientalistas, para parar o aumento da poluição provocado pela indústria chinesa. Um vírus exposto nas bancas de um mercado, numa cidade com uma densidade populacional muito elevada. Outros fizeram sucesso no passado, o vírus da Gripe Pneumónica em 1918, o vírus da Gripe Asiática em 1957, o vírus (...)
Acordei com menos cabelo o que mais desejava, o primeiro assunto que me lembrei, foi do texto que agora escrevo, «Acordas e tudo o mais que desejavas realizou-se: conta-nos o teu dia». Para além da intromissão na vida alheia, tenho que escrever um texto sobre o meu dia. Escreverei verdades ou escreverei como se de verdades conversasse, quem ler o texto o que pensará da pequena história do meu dia? Vou escrever que o meu dia foi passado entre amigos, almoçamos num bom restaurante, (...)
    Há algum tempo que a folha está em branco, quem não sabe, e vê um tipo sentado a olhar para uma pequena máquina pousada em cima de uma mesa, quieto, possivelmente distante do lugar onde está. À sua volta circulam pessoas, entram, saem, o ruído que se faz ouvir não o perturba, continua estáctico tal e qual uma estátua humana, daquelas que se vêm nos largos e praças, umas até se assemelham a esculturas de bronze, é impressionante o rigor da caracterização destes (...)
Com e sem manual para iniciar relacionamentos, é sempre difícil um vínculo com os Desafios de escrita dos pássaros, estes constantemente nos põem à prova. Não têm enternecimento nos temas que reclamam todas as semanas. Períodos de dias que nunca mais têm fim, tempos que nos farão puxar pelos cabelos, possivelmente alguns já não os terão, menos um problema. Ou então arranjarão outros, no decorrer desta escrita atroz, cada letra, cada palavra são contrações antes de parir (...)
    O som da música que crescia do rádio aos meus ouvidos, trouxe-me de volta, ao fundo a obscuridade da sala ainda permitia visualizar um azul desmaiado, tingido na parede fria. Até ali chegar percorri corredores indiferentes, deitado numa maca empurrado por alguém, onde só a cabeça e ombros se destacavam aos meus olhos. Vultos trajando vestimentas inteiriças da cor da parede, trazendo ao pescoço estetoscópios, não se cansavam de andar para lá e para cá. Mais consciente, (...)
    Acho que não vai correr bem, mas o meu apego e vontade de compreender o livro foram mais fortes. Há muito que cobiçava ler a história, e foram muitos os esforços para a obter. Então numa tarde acanhada tomei a decisão de abrir o livro, desejando que me omitissem do lugar onde estava. Foi assim que iniciei a leitura, após algumas páginas mergulhado na narrativa, detetei que algo me puxava. Uma corrente líquida de cor escura com um forte odor a tinta, não era um corante (...)
  Sou o gato Astérix, tenho o nome de um herói das histórias da banda desenhada, podia ter sido apelidado por gato das Botas, o da história infantil ou até o Garfield, o gato das tiras do jornal, que se tornou numa estrela de cinema. Além destes há outros mais, como exemplo, oTom, o Frajola, o Snowbell, o Fígaro, Mrs. Norris, todos eles gravitando na animação e sétima arte. A minha origem é remota, da Pérsia, acabou por se transmutar até aos dias de hoje. Trago comigo (...)