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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

20.Ago.21

Histórias que irão desenrolar...

historiasabeirario
As palavras dissimuladas pela máscara chegam empurradas pela corrente de ar, esquecida do que a rodeava, ali estava. Um som confuso encheu a biblioteca ambulante, lá fora, o ruído dos motores dos automóveis não se esgota, para cima, para baixo. A praia fluvial ao fundo da ladeira, sem dúvida está à pinha, há muito que não via nada assim. No interior das viaturas sobrelotadas, gente em tronco nu, estafados do sol, das brincadeiras na água doce, cheios de satisfação. Olham de (...)
06.Mai.21

A tarde na aldeia...

historiasabeirario
A tarde na aldeia das Fontes é uma desordem, diversas melodias ao mesmo tempo, desorientam o viajante das viagens e andanças. Quais, quem, são as aves que  disputam o festival. Não se vê vivalma, o calor fechou as pessoas nas suas casas. O café vazio, no passado a biblioteca ambulante permanecia num horário vespertino mais adiantado. Nas árvores poucas são as folhas que se deixam sacudir pela árvores. A ausência de ruído embala-me a recordar outras tardes, quando os homens se (...)
11.Fev.20

Ansiosas do fim dos enredos

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  As águas de uma das muitas extensões do rio Zêzere beijam os alicerces das casas no lugar de Sentieiras do Souto, o viajante das viagens e andanças na biblioteca ambulante, ao atravessar a rua estreita e mais importante quase molha a mão quando estende o braço. O rio fica para trás com as suas histórias, as outras continuam na subida íngreme na direcção da aldeia das Fontes. Altaneira de gentes simpáticas, situada defronte do rio, onde este  se deforma, engordando (...)
16.Dez.19

Com uma grande vontade de ler

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  O destaque da tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha de terra, de hoje irá para a chuva que até agora ainda não parou de cair. A apreensão das histórias é visível, a biblioteca ambulante está preparada para se fazer à estrada, advinhando um longo período marcado pela ausência de leitores. Na aldeia do Souto, uma chuvinha que não permite ao viajante das viagens e andanças escapar incólume, não se esgota vinda de um céu escuro. Como previsto, o (...)
08.Nov.19

Oralidades: o Carriço

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A manhã a tentar ultrapassar-me, eu a querer escrever o que tinha prometido ontem a mim mesmo, antes que a memória me venha a atraiçoar. Relacionado com um pequeno episódio que escutei, enquanto a biblioteca ambulante se demorava nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, na aldeia das Fontes. Conversavam do Carriço, pelo que entendi foi um aldeão que residia na freguesia, tendo como ganha pão, pequenos trabalhos quando solicitado para isso, além de (...)
07.Nov.19

As histórias podem esperar

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      Na aldeia do Souto só o ruído proveniente dos ramos das árvores impelidos com violência pelo sopro do vento se ouve. Nem de perto, nem de longe se vê alguém, quem transita pelas ruas da aldeia, como a biblioteca ambulante, devagar, com o viajente das viagens e andanças a olhar de um lado para o outro, sondando. Um caçador de leitores, perscrutando ruelas, as quinas, os recantos da povoação,  percebendo que o frio desta vez vai ganhar, ainda por cima, uma massa (...)
07.Nov.19

O frio o personagem principal

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O sol ainda tentou, mas o enfraquecimento da temperatura sente-se nos ossos, é o frio o personagem principal do dia e das histórias de hoje, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Pelo menos o viajante das viagens e andanças foi às gavetas do vestuário de inverno escolher uma camisola que o possa agasalhar mais logo, quando rumar para as aldeias do Souto e Fontes. Situadas em relevos altaneiros, observando o rio Zêzere com orgulho, estas aldeias com (...)
21.Ago.19

Ser diferente na sua terra

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  O raiar do dia envia cores fantásticas e ao mesmo tempo anunciadoras do calor que se irá instalar mais logo no decorrer das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O alarmismo desencadiado nas rádios e televisões são o exemplo que no interior o diabo anda á solta, como se quem ocupa este e outros territórios semelhantes não estejam familiarizados com este fenómeno. Estamos no verão é normal assim acontecer esta fúria dos elementos naturais. Seria tão (...)
31.Jul.19

Talvez um dia

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  Outro dia nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, uma manta estendida ocultou o sol esta tarde, com a biblioteca ambulante prestes a rumar para a aldeia do Souto, o viajante das viagens e andanças iniciará a última viagem, interropendo por duas semanas as mesmas. São dias de descanso necessários á reposição e renovação de energias, a escrita neste espaço também sofrerá um abrandamento, a mudança de rotinas assim o exige, a família, a busca de (...)
30.Mai.19

Dia da Espiga

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Outra tarde de calor,  mágoa é palavra para esquecer nos próximos meses nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, perante os dias tórridos que nunca mais acabam. O corpo habitua-se, só no início se demora a entranhar esta desordem climatérica. A biblioteca ambulante nesta Quinta Feira de Ascensão, por agora demora-se na aldeia do Souto, popularmente esta quinta feira é denominada por dia da Espiga. O costume de ir ao campo colher espiga de vários (...)