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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

10.Ago.22

Tudo ao redor desaparece...

historiasabeirario
A luz brilhante do sol em Martinchel não atrai leitores à biblioteca ambulante, junto das tílias as histórias protegem-se na sombra destas árvores. O odor que as suas flores libertam não se faz sentir ainda, não estão prontas para as infusões que abrandam a velocidade, muitas vezes furiosa das pessoas. A leitura não tem cheiro, apenas na imaginação de cada leitor, destapando as brochuras dos livros solta-se a fragrância  das folhas causada pela impressão das letras. (...)
23.Mai.22

Ao ponto de ficar encharcado de palavras...

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Está uma tarde morna com nuvens no céu, umas atrás das outras, empurradas pelo resto do vento da manhã, a dizerem que poderá chover. Não acredito, sem pararem não vão deitar cá para baixo alguma água que transportam. A biblioteca ambulante é uma nuvem cheia de histórias, impelida pela vontade do viajante das viagens e andanças a levar enredos, permanece nas aldeias despejando-as a quem as queira ler. Há quem goste de se molhar pelas letras, ao ponto de ficar encharcado de (...)
04.Mai.22

Esperança e desesperança...

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O calor está de volta, em Martinchel a biblioteca ambulante aproveita a escassa sombra que a tília consegue dar com as suas jovens folhas. Os leitores e as pessoas da aldeia são preguiçosos ou não gostam de ler, poucos jovens, demasiada idade nas pessoas, não são impedimentos para se aproximarem das histórias. A biblioteca ambulante volta sempre ao centro da aldeia, no pequeno largo com uma fonte, à beira da estrada que não se cansa dos veículos que não a deixam de atravessar (...)
13.Abr.22

A primavera beijou-nos...

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A primavera  beijou-nos de surpresa, as histórias, a biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças estão cheios de sorte neste dia percorrido nas aldeias, também elas beijadas pelas águas do rio Zêzere. É pois um dia completo de beijos, juntando a estes os beijos dos leitores quando enfrentam as histórias na biblioteca ambulante. Beijos para aqui, beijos para ali, letras a beijarem-se, palavras a beijarem-se. Ler uma história, não é mais que um longo beijo de quem a (...)
25.Mar.22

As histórias sobram...

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O vento e mais poeira, marcam a manhã das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No café o Nuno e uma cliente, ambos leitores da biblioteca ambulante ficaram com as cabeças encaixadas nas páginas dos jornais e das revistas. Uma leitura obrigatória sempre que venho à Aldeia do Mato. A informação periódica ainda é importante para alguns, um estímulo para outras leituras, uns preferem a informação desportiva, outros apontam à generalista e social. Gostam (...)
17.Fev.22

Não consigo...

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Enclausurado no nevoeiro, foi assim que o viajante das viagens e andanças percorreu na biblioteca ambulante o espaço da manhã. A estrada escondida, obrigou a mil cuidados a dirigir as histórias aos leitores. De tarde na aldeia de Martinchel, não aguento a teimosia do sol, sem a sombra da tília que por enquanto continua despida, as histórias muito unidas nas estantes querem livrar-se do apoio de umas das outras. Para isso só têm que aparecer leitores, o que é difícil de (...)
15.Out.21

Não acredito em excesso...

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O vento traz o cheiro de sardinhas a serem assadas, apesar de já ter almoçado não deixa de ser uma sensação boa. Alguém em Martinchel está preparando a refeição atrasada, com o verão fora de horas, ainda há quem proceda de acordo com a estação mais quente do ano. As sardinhas podem ser degustadas em qualquer dia do ano, mas sabem melhor quando o tempo corre devagar, entremeando o resto do dia com uma sesta, dando descanso ao corpo devastado de tanto manjar. Só não se (...)
19.Mai.21

Só quero....

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Aldeia do Mato foi a primeira aldeia de hoje a ser favorecida com a presença  da biblioteca ambulante. Junto da fonte, onde a água não deixa de correr na bica, a conversa animada, convidou o viajante das viagens e andanças a permanecer um pouco, ouvindo as notícias de um lugar onde há muito não estava presente. Uma história ficou logo ali, outras ficarão nas próximas visitas, a informação correrá depressa, de casa em casa. Na Abraçalha de Baixo, quem se aproximou das (...)
31.Jan.20

Nunca deixaram de enfrentar obstáculos

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  As névoas dão o mote para as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, um véu de água miudinha mantém-se desde as primeiras horas do dia. Não sei por mais quanto tempo este envolvimento atmosférico perdurará, mas enquanto as histórias se intrometerem nos lugares que a biblioteca ambulante visita, nenhuma cortina as ocultará, na promoção da leitura. A chuva tomou conta da tarde na aldeia de Martinchel, a colocação de um painel informartivo da (...)