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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

20.Set.22

Uma caneta incansável ...

historiasabeirario
A manhã quase a chegar ao termo do crescimento e nós metidos onde todos os dias se negoceia a escolta  do peixe, e da carne nos pratos das refeições. Com espaço ainda para café e bebidas frescas, sempre guiadas com boas conversas, foi o que viemos estimular. Uns estão sempre, cada vez que a biblioteca ambulante aqui permanece, apareceram outros para ouvir a leitura da história. Devagar, como se adicionassem pequenas moedas para pagar o pão, os ouvidos interiorizam as palavras, o (...)
14.Out.19

Façam procriar os paladares

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  A romãzeira assemelha-se a uma mulher da rua, encostada à casa, convida quem passa, a colher os frutos encarnados que dela descaem. Com os vestidos abertos, sem pudor expõem o que têm de mais delicioso, conquistando o viajante das viagens e andanças a esticar os braços e escolher as mais aptecíveis romãs. A biblioteca ambulante também se evidência, as portas abertas com as suas histórias, frutos de tantos escritores, esperam por quem atravessa a rua da aldeia e as (...)
07.Mar.19

Que a conquistem

historiasabeirario
  Na aldeia de Mouriscas, ligada à Junta de Freguesia a biblioteca ambulante de portas fechadas, continua a fazer parte das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A chuva duradoura não permite que o acesso às histórias esteja escancarado, mas não se opõe que a conquistem, se espalhem no seu espaço, toquem, leiam, vejam, ouçam a informação. Desloquem-se, comuniquem, teclando nas letras, reunam palavras, digam presente ao mundo permanecendo na biblioteca.
08.Jan.19

Tantas palavras novas

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Portas escancaradas, uma tarde que engana qualquer um, assim permanece a biblioteca ambulante na aldeia de Casais de Revelhos. Uma criança brinca no centro de um montículo de areia, ao seu redor mulheres conversam e observam a pequena, arrancam-lhe  palavras novas. A biblioteca por perto, desta vez observou, será uma aproximação? Na próxima viagem entrarão, tocarão nas histórias? Tantas palavras novas que a menina poderá aprender, ilustrações para reconhecer e conhecer, (...)
14.Dez.18

Não desampararam

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  Casais de Revelhos e Mouriscas, foram os destinos nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, esta tarde com a biblioteca ambulante. A escassez de leitores jovens arrebatados pelas escolas nas suas festas de Natal, neste último dia de aulas suscitou nos mais velhos que não desampararam a biblioteca, tema de conversa em torno da época festiva. O frio começou a ser o protagonista quando o sol se despediu definitivamente, uns metros adiante o talho disputava (...)