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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

25.Mai.22

Uma viagem no tempo...

historiasabeirario
Mata-se a sede, exploram-se as novidades da aldeia, tudo isto a acontecer sob o olhar das histórias na biblioteca ambulante. Dispostas nos seus lugares, as histórias ambicionam que os homens se juntem no espaço onde estão, muito mais há para conversar. Aqui conseguem ir para além da aldeia que os viu nascer, partir e acolher definitivamente, tantos foram os anos afastados da mesma. Assuntos que os porão a falar uns com os outros diariamente, conhecerão pessoas, cidades, aldeias (...)
06.Mai.22

O torpor...

historiasabeirario
A manhã vai adiantada e os homens sentados debaixo da sombra de um chapéu na esplanada do Mercadinho da Fonte, não se engasgam no mata-bicho. Deixei-os a ler os jornais, assim fazem uma pausa, direccionei-os para a actualidade que nos rodeia. A biblioteca ambulante sempre que estaciona na aldeia das Sentieiras nunca se sentiu órfã de leitores, são sempre as mulheres que ganham aos homens na leitura, nunca chegam a completar os dedos da mão, nas aldeias da minha terra, eles pegam (...)
02.Fev.22

A esplendorosa...

historiasabeirario
Não fosse a copa da velha oliveira proteger do sol, o viajante das viagens e andanças não suportaria o vigor da temperatura que se faz sentir. A esplendorosa tarde afugentou os leitores, o abatimento hoje é superior ao de ontem. Embalado pelas melodias silvestres que escondem dúvidas do que acontecerá se o estado do clima se mantiver teimosamente sem pluviosidade. Os leitores possivelmente estarão encalhados nalgum lugar, não têm vontade de ler, ocupados a preencher os canteiros (...)
21.Jan.22

Novidade na biblioteca ambulante

historiasabeirario
Texto e ilustração acerca de uma oliveira milenar nas Mouriscas, aldeia visitada pela biblioteca ambulante. Um reconhecimento de que é possível ao homem preservar o meio em que vive. Afinal os livros são descendentes das árvores, vamos ler mais, cuidando melhor de quem nos apoia na leitura.
07.Set.21

São como as formigas...

historiasabeirario
A chuva desconcerta quem hoje sai para trabalhar, as pessoas são como as formigas desorientadas, não conseguem alcançar os fins com a regularidade do costume. Nas Mouriscas os velhos estão a ver chover, a biblioteca ambulante momentaneamente retirou a visibilidade, abriu-lhes as portas. As histórias logo ali tão perto, os olhos esbugalhados interrogam-se uns aos outros, o que é isto? As memórias ali reunidas iluminam-se, para logo depois se apagarem repentinamente, não fosse a (...)
04.Ago.20

Onde muitas vezes repouso o olhar

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Na varanda, onde muitas vezes repouso o olhar, começo a distinguir para além do rio, ao longe, a aldeia  de Arreciadas, repentinamente uma vaga de memórias alcança a minha ausência do momento. No pequeno banco sentado, o João e um saco cheio de histórias pousado no chão, aguarda a chegada da biblioteca ambulante. Agora que as histórias se afastaram, continuará o João nos dias assinalados estar de olhar atento lá em cima onde a estrada desemboca no princípio da aldeia, (...)
05.Fev.20

As histórias não ficaram defraudadas

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  Prego a fundo, foi mais ou menos assim que a viagem da aldeia do Tubaral se realizou na direcção das Mouriscas. A tempo de chegar à hora planeada na Escola Profisional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, com o intuito de captar novos leitores. As histórias não ficaram defraudadas durante a permanência no espaço da escola, houve visitas e olhares namorando os enredos, também alguma audácia foi visível, ao puxarem as histórias dos seus lugares. Houve quem nunca tivesse (...)