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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

24.Mai.21

Possa ser partilhada...

historiasabeirario
Chove na aldeia do Pego, não é uma precipitação agressiva, a água cai suavemente, pontilhando o vidro da biblioteca ambulante. Unindo-os que desenho despontaria, mas tal não irá acontecer, pois a quantidade de água lançada para baixo aumentou, modificando a tela de vidro em várias carreiras de água. Parece que rebentou algo lá para cima, não pára de chover, com o avançar da manhã manifesta-se mais abundante. O pior já lá vai, a escola abriu as portas, as crianças (...)
04.Mai.21

O novo tempo não tem tempo...

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O novo tempo não tem tempo. Chegou o instante, e a biblioteca ambulante está de novo na estrada, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O refazer invade o viajante das viagens e andanças. A emoção, voltar à estrada, às pessoas, mas também readaptar o passado ao presente modificado. Ao serviço de todas as pessoas. 
19.Set.20

Para muito breve

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Voltei ao vale que divide a charneca, não foi um regresso às viagens e andanças, foi relembrar um passado recente. Para o viajante das viagens e andanças se tornou demasiado longo, as saudades das viagens, de levar histórias, das pessoas, não se escoaram, ficaram as memórias. Foram elas que me empurraram de casa para o vale, para visitar as aldeias do Vale Zebrinho, Barrada e Pego. São lugares onde a biblioteca ambulante se demorou, em tardes longas no verão e curtas no inverno. (...)
04.Ago.20

Onde muitas vezes repouso o olhar

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Na varanda, onde muitas vezes repouso o olhar, começo a distinguir para além do rio, ao longe, a aldeia  de Arreciadas, repentinamente uma vaga de memórias alcança a minha ausência do momento. No pequeno banco sentado, o João e um saco cheio de histórias pousado no chão, aguarda a chegada da biblioteca ambulante. Agora que as histórias se afastaram, continuará o João nos dias assinalados estar de olhar atento lá em cima onde a estrada desemboca no princípio da aldeia, (...)
12.Mar.20

O sustento que nós precisamos

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  Na estrada não ouço música, mas vejo as flores a dançarem, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No sentido da aldeia da Barrada a biblioteca ambulante transita na planície, os campos são de perder a vista, aqui e acolá alguns rebanhos apascetam, longe do búrburio citadino o viajante das viagens e andanças enquanto conduz as histórias relembra um episódio passado na tarde de ontem na aldeia de Arreciadas com um leitor. Ao entrar questionava se (...)
29.Jan.20

Um objecto tão bom e importante

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  Voltei ao vale, desta vez só de passagem, na direcção da aldeia do Pego, está cheio de regatos, de histórias que não se  vêem. O rebanho de ontem já estava no curral, depois de um dia no campo, nas pastagens, os animais acompanham o declinar do dia. Na aldeia do Pego o odor do fumo saído das chaminés das casas baixas, assim como o das carnes do porco nas grelhas aproxima-se das narinas do viajante das viagens e andanças. Quarta-feira, é sempre dia de petiscos nesta (...)
12.Dez.19

Aguardam a chegada das histórias

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  Uma densa cortina de água ofusca o largo na aldeia  da Concavada, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Parece desabitado, pior ainda, abandonado, as folhas que se soltam das árvores vagueiam empurradas pelo vento. Com o decorrer da duração da presença da biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças, acostuma-se, a sua vista alcança umas luzes de cores verdes, encarnadas e amarelas piscando no interior do Café do Largo. Afinal há vida (...)
05.Nov.19

As histórias iluminadas

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  A noite quase alcançava a biblioteca ambulante, no seu curto percurso entre as aldeias da Concavada e do Pego, ainda assim foram as histórias a permanecer à frente. As pancadas  do relógio na torre da igreja dão as seis horas, não fosse a iluminação pública, a escuridão seria assustadora, o para-brisa da biblioteca ambulante está saturado de minúsculas gotas de água, parecem ser cabeças de alfinetes, mas tudo não passa de chuva. A temperatura combalida, (...)
15.Out.19

Com passadas impacientes

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  Afinal a manada está pastando no montado, anda dispersa, na viagem para a aldeia do Pego, no Casal Cortido, são muitas as cabeças de gado que não desistem de esmiuçar por entre os torrões de terra, na busca de tenras raízes, capim e outros vegetais. Apesar da terra estar seca, não deixam de insistir de encontrar alimentos silvestres. No Pego a agitação de quem adquire alimento para os animais, sementes e plantas jovens para colocar nas hortas, não tem descanso, os carros (...)