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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

21.Set.22

Lugar de inconstâncias

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Olhares exploradores em busca de histórias desconhecidas, ou talvez reler novelas abandonadas nas tábuas da memória. Os anos passam, a leitura, onde vai ela, nunca mais pegaram numa brochura,  mãos desabituadas em acolher fantasias, dedos debilitados pela privação de dedilharem páginas de um oceano de palavras. O receio de enfrentarem as ondas de letras que pularam na criancice na escola que abandonaram precocemente. O vaivém das ondas continuou, nunca mais foram à praia, (...)
02.Set.22

Agora que o outono...

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No Largo das Escolas, encostada à rua do Moinho de Vento, a bibillioteca ambulante, emboscada, diante de quem possa ser surpreendido pelas histórias. Leitores, desconhecidos, podem parar repentinamente, não estarem precavidos não é problema, as portas estão abertas, as histórias possuem sonhos, fantasias, verdades, sobretudo experiências de vida. A mistura de tudo isto, ainda é para muitos algo que não adivinhavam, para quem experencie uma primeira vez na biblioteca ambulante, (...)
16.Ago.22

Viagens longas ou curtas nas ondulações das páginas...

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"Estou aqui" é o que está escrito no objecto do canto superior direito da página de rosto do livro, insignificante para muitos, desnecessário para outros, de grande importância para quem gosta de ler. Um farol num mar de letras que ilumina quem queira chegar ao final de um capítulo, ou mesmo de uma história. Um astrolábio que guia os leitores para definir a latitude e longitude do objectivo proposto quando se iníciam viagens longas ou curtas nas ondulações das páginas de um (...)
20.Jun.22

Perante o desejo descontrolado...

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Novamente na estrada a levar histórias, após uns dias a comunicar com a pequenada nas Festas da Cidade de Abrantes. Não é de todo a atmosfera onde o viajante das viagens e andanças e a biblioteca ambulante se dão melhor. É a pisar o alcatrão, a permanecer nas aldeias e lugares, rodeados pela charneca, pelas pessoas dos sítios remotos. Nos dias quentes, nos dias frios,  colados ao meio rural, cravados na terra deles. Não é propriamente o país das maravilhas, pouca densidade (...)
26.Mai.22

Uns atrás dos outros olhando as histórias...

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    Dia da Ascenção, ritual cristão, mas também com ligação às tradições pagãs, no cristianismo é a elevação de Jesus ao céu depois de ter sido crucificado. As crianças da escola da aldeia do Pego, surgiram ao virar da esquina, todas traziam um raminho composto de flores silvestres, para guardarem nas suas casas até ao próximo ano. Entraram na biblioteca ambulante uns atrás dos outros olhando as histórias com curiosidade, mais alto, puderam tocar nas capas que (...)
09.Mai.22

Talvez aqui os leitores...

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O corpo protesta com a temperatura elevada, as histórias reclamam por leitores, o viajante das viagens e andanças revoltado pelo pólen que o incómoda a cada hora que passa. Um início de semana de contestação perante as realidades meteorológica, afastamento, e carácter incompatível de ser alérgico aos grãos microscópicos de cor amarela. Em Concavada, aldeia plantada à beira rio, só a esplanada do café atrai as pessoas. Situada no largo da aldeia, junto da estrada, (...)
19.Abr.22

Continuo a ler com prazer e sem parar

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O vento não trás nada de novo, só frio que nos faz vestir agasalhos novamente. Há uma indecisão no andamento no curso natural das coisas, andamos aqui um pouco aos papéis ouvindo comentários de uns e outros, mas não passa disso mesmo. Encontro refúgio nas histórias, lugares onde encontramos conhecimento, deparamos com realidades que nos fazem parecer muitas vezes personagens das histórias que lemos. Nelas são-nos transmitidas ocorrências,  problemas e resoluções no passado (...)
30.Mar.22

A porta grande aberta...

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A impetuosidade do vento sacode a biblioteca ambulante na estrada que a leva à aldeia do Pego, as histórias agigantam-se perante a possibilidade de elas próprias serem transportadas mais rapidamente no corpo deste fenómeno natural. Tal não irá acontecer, a condução prudente do viajante das viagens e andanças coloca-as em segurança na aldeia. A porta grande aberta, desperta a atenção a quem passa no passeio, olhares curiosos penetram no interior da biblioteca, ficam por aqui, (...)
17.Jan.22

Muitas vezes mediadoras de conflitos...

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Com o frio infiltrado na biblioteca ambulante o viajante das viagens e andanças não tem possibilidade de se ver livre do mesmo. Nem as histórias nas estantes, muitas vezes mediadoras de conflitos, o safam deste oponente silencioso. Os thrillers escritos por Jonhn Le Carré e outros que como ele  dão muito à literatura, nunca foram tão detalhistas nas descrições, como a sensação em que estou envolvido. Sem hipótese de escapar, corajosamente luto com este invasor, sem mais (...)
02.Dez.21

Uma reunião de folhas...

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  Está frio, as histórias encolhidas nas estantes parecem tímidas, mas não, estão ali para quem as queira levar. No interior das brochuras, são tantas as palavras impressas que só as decifrando percebemos, a energia que transmitem. As emoções que provocam, muitas vezes ficamos com pele de galinha, noutras choramos, de vez enquanto aborrecemos-nos, pomo-las de lado, não queremos saber mais nada do que está escrito. Partimos para outra história, entretanto nunca deixamos de (...)