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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

03.Ago.22

Flores ou poemas...

historiasabeirario
Há dias que a construção de uma história é laboriosa, enfrentar a ausência do tema, conceber de forma diferente o texto, palavras que não saem, frases escritas para serem imediatamente eliminadas. É como conduzir um automóvel aos solavancos. arranca e para até descobrir a velocidade acertada. Podia começar a escrever que a manhã foi macia demais para o mês em que estamos, quase que chovia, mas não passou disso. Ou então a aldeia da Amoreira onde a biblioteca ambulante (...)
16.Mai.22

Que sejam inseparáveis ...

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Alguns pingos de chuva surgiram no vidro grande da biblioteca ambulante, no exterior possivelmente não os sentiria, tal não é o impacto dos mesmos, nem os oiço a bater. Um manto de nuvens cobre densamente a aldeia da Amoreira e tudo o resto à sua volta. Os ramos das amoreiras, cheios de frutos, movimentam-se de um lado para o outro, como tivessem a acenar às histórias. A opulência destas árvores cria sombra suficiente para abrigar os enredos da aldeia quando o sol está no auge, (...)
28.Out.21

O último afecto...

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Os ramos da oliveira agitam-se de um lado para o outro rapidamente, não é o sopro do vento. No meio da ramagem, um braço esticado onde as mãos seguram um pau curto que bate violentamente na folhagem. As azeitonas soltam-se desencadeando uma saraivada na direcção dos panos ao redor da árvore. As mulheres não se atrevem a subir pela árvore acima, em baixo ripam a azeitona que está nos ramos que são cortados inteiros para favorecer o crescimento da árvore. Nem se apercebem da (...)
12.Nov.19

Cortar a inacessibilidade à informação

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  O ressurgimento do sol nas viagens e andanças com letras pelas aldeia da minha terra, torna os campos mais brilhantes, os traços de luz ao atingirem as gotas de orvalho nas ervas que agora capturam baldios e hortas, alteram a visão ao redor do viajante das viagens e andanças. Tapetes de cristais cobrem as paisagens  que ladeiam a estrada que leva a biblioteca ambulante à aldeia da Pucariça. A azeitona já foi colhida, são muitos os indícios, ramos espalhados, hastes (...)
22.Out.19

Compreendem que não estão esquecidos

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  Os automóveis a pouco e pouco ficam enfiados, seguidos uns atrá dos outros, a progressão na estrada torna-se vagarosa, lá na frente a cor verde do colete de um polícia não para de se mover na rotunda. Quando chega a vez da biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças é informado que as luzes de nevoeiro têm de estar obrigatoriamente acesas, como não existem, são as lâmpadas dos médios acesas a continuar nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha (...)
13.Set.19

Sejam curiosos

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Nas águas do rio são vários os movimentos circulares estimulados pelos peixes, surgem repentinamente parecem setas voando para mergulharem rapidamente, junto da outra margem, em voo rasante dezenas de aves apressadas, umas atrás das outras vão poisar nos salgueiros mais distantes. A actividade no rio está ao rubro ainda a manhã não gracejou, na aldeia da Pucariça a biblioteca ambulante não tem leitores, no adro da igreja as portas das histórias permitem a entrada no (...)
26.Ago.19

Contentamento nas suas leituras

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O dia rompeu com a manhã ameaçada por nuvens negras no horizonte, proclamadora de trovoada, não será impeditiva de outras viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Assim lá fomos, o viajante das viagens e andanças, a biblioteca ambulante, as histórias, na aldeia da Pucariça, não se ouve o troar, o de arrastar algo muito pesado. Rasgos de cor azul vislumbram-se do local onde as histórias se demoram por leitores, aqui quase nunca surgem, andam escondidos, (...)