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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

13.Set.19

Sejam curiosos

historiasabeirario
Nas águas do rio são vários os movimentos circulares estimulados pelos peixes, surgem repentinamente parecem setas voando para mergulharem rapidamente, junto da outra margem, em voo rasante dezenas de aves apressadas, umas atrás das outras vão poisar nos salgueiros mais distantes. A actividade no rio está ao rubro ainda a manhã não gracejou, na aldeia da Pucariça a biblioteca ambulante não tem leitores, no adro da igreja as portas das histórias permitem a entrada no (...)
26.Ago.19

Contentamento nas suas leituras

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O dia rompeu com a manhã ameaçada por nuvens negras no horizonte, proclamadora de trovoada, não será impeditiva de outras viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Assim lá fomos, o viajante das viagens e andanças, a biblioteca ambulante, as histórias, na aldeia da Pucariça, não se ouve o troar, o de arrastar algo muito pesado. Rasgos de cor azul vislumbram-se do local onde as histórias se demoram por leitores, aqui quase nunca surgem, andam escondidos, (...)
27.Jun.19

A tarefa não tem sido fácil

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Gradualmente o sol rompe, afastando a espessa camada de nuvens suspensas há alguns dias no território das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na aldeia da Pucariça com o relógio da torre da igreja a soar as onze badaladas, o sol erguido, repleto de poder, espreito quem anda por perto, se será algum leitor. Nestas espreitadelas deparo com o parque Fitness, um conjunto de aparelhos de ginástica destinados a um público sénior, utilizados na exercitação (...)
05.Jun.19

Se as nuvens fossem histórias

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Apesar dos insistentes avisos na rádio que a temperatura iria baixar, com alguma chuva á mistura, não reconheci o mérito da previsão anunciada. Desta vez acertaram, desprevenido com um pólo vestido, não sei como me vou aguentar nesta manhã de viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Outro imprevisto aconteceu, ao rodar a chave da ignição da biblioteca ambulante, o motor não correspondeu ao solicitado. Trac! Trac! Foi só o que ouvi. Nova tentativa. Trac! (...)
15.Mar.19

Não tenha vergonha

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      A névoa já lá vai, na aldeia da Pucariça com as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o sol acelara libertando a sua energia, hoje será um puco mais abafadiço em relação ao dia de ontem. A biblioteca ambulante com as suas histórias permanece no largo da igreja, os aldeões são furtivos e escassos, para atrapalhar um pouco mais a aparência da aldeia  é extensiva ladeando a estrada municipal. Leitores quase nenhuns, embora a biblioteca não (...)
16.Jan.19

Quase dou um salto

historiasabeirario
A névoa transforma o que resta ainda das árvores queimadas no cimo da colina em figuras sinistras. Minúsculas gotas de água encontram a biblioteca ambulante na aldeia da Pucariça. Têm preguiça de aumentar de volume nesta manhã cinzenta, vontade de se tornarem numa chuva desenvolvida, apressada para regar as hortas, campos, encher os ribeiros, barragens, poços, voltar a dar vida, saciando a sede a quem trabalha a terra. Estando distraido com a escrita deste post, quase dou um (...)
05.Dez.18

Puxam por leitores

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A manhã fria não desmotiva o sol, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Os seus raios tropeçam nas resistentes folhas ainda presas nos galhos das árvores, no seguimento deste acto involuntário, o efeito produz uma tonalidade dourada no pequeno vale onde se adapta a aldeia da Pucariça. A compor o cenário, as laranjeiras cobertas de tons amarelos, alaranjados, pedaços de terra rasgados por alfaias agrícolas, cuja cor castanho escuro acentua o verde do (...)
08.Out.18

Quando as lêem

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 A pouco e pouco as manhãs despontam mais frias, hoje é um exemplo disso mesmo. O bafejo do vento é insensível para o viajante das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na aldeia da Pucariça a biblioteca ambulante, não se atreve a estar com as portas excessivamente abertas, há que abrigar as histórias mantê-las despertas para os visitantes terem a oportunidade de acalorar as mãos quando as lêem.
29.Jun.18

Propagam os ensinamentos

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 A biblioteca ambulante rumou , á aldeia da Pucariça, permanecendo no Braçal, junto da igreja esperando pelos crentes das histórias e dos livros onde as mesmas estão escritas. São estes que seguem e propagam os ensinamentos que a biblioteca possui, que as suas vozes se ouçam pelos quatro cantos do território que a biblioteca ambulante alcança nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra.