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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

05.12.25

A leitura espalhada nos quiosques ...


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As folhas no chão são as únicas fiéis no adro da igreja, protegidas debaixo do véu que cobre a manhã. O horizonte está um pouco denso, na estrada, ao longe, os pequenos círculos amarelos aproximam-se rapidamente da biblioteca ambulante, deixando atrás de si um rasto de água pulverizado. Não é a mesma pegada da biblioteca sobre rodas, ou da carrinha da distribuição dos jornais. Os primeiros afastam-se, secam pouco depois, perante a indiferença dos que continuam a passar na (...)
14.11.25

O rasto das memórias, ...


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A cor branca das casas sobressai na tarde cinzenta na aldeia de Rio de Moinhos, das nuvens a água desaba sem piedade sobre a biblioteca ambulante. O largo está transformado num  lençol de água retratando os leitores ausentes, o outono desapaixonado. O rasto das memórias, nas ruas da aldeia, afluem na direcção da biblioteca ambulante, atravessam o largo na corrente rápida e estreita, afogando-se mais à frente no rio. Umas perdem-se para sempre por entre os calhaus e areias no (...)
28.10.25

Não sabem se serão as últimas ...


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- A minha mãe fazia assim! Ouve-se no pequeno espaço uma voz isolada. Logo outra se faz entoar mais alto. - A minha avô colocava meio litro de azeite... Mil uma receitas podiam ser descritas naquele momento no grupo de mulheres, leitoras da biblioteca ambulante, enquanto preparavam as broas. São pequenas histórias de vida, memórias, amassadas por mãos calejadas por anos de trabalho rural, continuam a manter os costumes, sem a inquietação dos outros tempos. A remontar, (...)
15.09.25

Foi ao futuro, ...


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A manhã está com uma energia calorosa, a previsão, diz que os próximos dias serão arrebatadores. Trarão expressividade às viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Através da temperatura mais elevada, onde andava esta nos últimos dias, adiantou-se no tempo. Foi ao futuro, não gostou, o tempo, ali não é o melhor para poder brilhar. Regressou entusiasmada, bate-me nas costas, avisa-me, para o que aí vem de tarde. A leitora à minha frente, com o saco dos (...)
27.08.25

O girador de vento defronte ...


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As nuvens, entram impetuosamente para dentro do céu das aldeias da minha terra, estava previsto na meteorologia. A temperatura está de acordo com as viagens e andanças. O vento  levanta os cabelos aos transeuntes que atravessam o largo da igreja, em Rio de Moinhos. Inquieta-os, na circunstância, em que caminham, matutando nos seus botões. Reclamam, falando para o vento, alguns impropérios ecoam no largo, seguem noutras direcções, empurrados pela deslocação do ar. O vento (...)
01.08.25

Quem sabe, na aldeia todos sabem, ...


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A biblioteca ambulante estaciona nos lugares habituais sem parar o motor. Rapidamente abre-se a porta grande, para se voltar a fechar, um leitor ou leitora entram. O ar artificial é fresco, um alívio para os leitores, o melhor que o viajante das viagens e andanças faz para realizar o empréstimo das histórias. As reclamações não param, sobre a austeridade da temperatura nas aldeias da minha terra, nos últimos dias. O pior ainda está para vir, na próxima semana, segundo as (...)
01.07.25

Rodeado de páginas amarelecendo ...


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A manhã tem o diabo entranhado, talvez tenha caído do céu, ande a castigar almas nos meandros do rio, nas viagens e andanças. Em Rio de Moinhos, há quem arrisque a desafiar o sol abrasador, pena, não serem leitores em direcção à biblioteca ambulante.  Alguns deles vão surgir de um momento para o outro, não será o forasteiro, Lúcifer, que os impedirá de saírem de suas casas. Estão protegidos pelas histórias, armas defensivas, que agarram a malícia, personificada no sol, (...)
02.06.25

Surfarem nas ondas das histórias...


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A debilidade do sol causou uma manhã frouxa, em comparação com as manhãs anteriores. Um casaco, um pullover, não estorvam a quem os usa, no caminho para o trabalho. Assim, andam as viagens e andanças nos altos e baixos, da meteorologia. Expondo o viajante das viagens e andanças, a uma temperatura extrema, colocando-o a seguir noutra oposta. Atingindo a itinerância, os leitores, escolhendo a biblioteca ambulante como "estandarte". A partir do final da semana que decorre, esticando (...)
02.06.25

Surfarem nas ondas das histórias...


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A debilidade do sol causou uma manhã frouxa, em comparação com as manhãs anteriores. Um casaco, um pullover, não estorvam a quem os usa, no caminho para o trabalho. Assim, andam as viagens e andanças nos altos e baixos, da meteorologia. Expondo o viajante das viagens e andanças, a uma temperatura extrema, colocando-o a seguir noutra oposta. Atingindo a itinerância, os leitores, escolhendo a biblioteca ambulante como "estandarte". A partir do final da semana que decorre, esticando (...)
13.05.25

A chuva não foi meiga a cair, ...


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A neblina está presente na aldeia de Rio de Moinhos, são dez horas da manhã, e os casacos fazem parte da indumentária das pessoas. A primavera está a olhos vistos moribunda, não há dia em que não chova, sem sol, ou faça algum frio. Sempre que a noite chega, fico em apuros, em casa, num canto da sala, há uma manta de sobreaviso, para o caso de ser necessária, para me tapar. A lareira está fora de hipótese, a insuficiência de lenha, não alimentaria o vão aberto na parede, (...)