Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

17.Set.21

Até os que nunca...

historiasabeirario
O panorama visto do cimo do coreto inacabado, de aparência agradável, alcança a margem sul do rio, o casario ao redor do adro da igreja, a biblioteca ambulante. Ali estão as histórias que nunca se cansam das viagens sucessivas ao encontro de quem as queira ler, na demanda de leitores principiantes. Até os que nunca se afeiçoaram às folhas onde estão impressas as letras que formam as palavras, são bem vindos. As portas estão sempre abertas a todos, compareçam, nem que seja só (...)
07.Mai.21

Sem premeditação...

historiasabeirario
Outro dia se reforça, no que irão ser as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. As águas do rio no qual muitas das histórias ganham acontecimentos, ainda dormem. O vento adultera o sentido da água, dando origem a pequenas ondulações, que se modificam em representações espontâneas. O rio aos olhos do viajante das viagens e andanças é uma tela, sombras, reflexos, cores, tudo misturado naturalmente. Sem premeditação acontecem histórias, das pessoas, das (...)
24.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

historiasabeirario
  A sinuosidade da estrada que me trouxe nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, ao Crucifixo e Tramagal, contrasta com as outras duas vias de locomoção alternativas, sendo uma delas já inadequada para o efeito, localizadas mais abaixo. A estrada férrea e a antepassada estrada fluvial. No passado século XVI, um rei que se apropriou da coroa portuguesa,  visionário ao mesmo tempo, ordenou edificar no leito do rio uma obra de engenharia hidráulica, o (...)
13.Ago.20

As histórias me façam distrair

historiasabeirario
  Hoje a manhã voltou a sorrir, o vento suave que me tocava no rosto enquanto caminhava  na direcção da maior via fluvial que atravessa a meio a ponta da península, activou os músculos que teimavam obedecer ao ritmo que queria impor. No rio não se viam os patos do costume, a serenidade das suas águas absorvem os escassos raios do sol que mergulham amedrontados. Além deste que escreve, um casal e um outro que me causa espanto a sua rapidez e a distância que percorre sem se (...)
04.Ago.20

Onde muitas vezes repouso o olhar

historiasabeirario
Na varanda, onde muitas vezes repouso o olhar, começo a distinguir para além do rio, ao longe, a aldeia  de Arreciadas, repentinamente uma vaga de memórias alcança a minha ausência do momento. No pequeno banco sentado, o João e um saco cheio de histórias pousado no chão, aguarda a chegada da biblioteca ambulante. Agora que as histórias se afastaram, continuará o João nos dias assinalados estar de olhar atento lá em cima onde a estrada desemboca no princípio da aldeia, (...)
07.Abr.20

Hoje não vens

historiasabeirario
Todos os dias quando acordo, a minha primeira vontade é dirigir-me à janela do quarto observar o rio. A serenidade com que me acena lá em baixo conforta-me, diariamente as manhãs têm início com uma caminhada ao rio, ele fala comigo e eu com ele. Tem alturas que quase tocamos as mãos, noutras bem nos esforçamos a distender os braços sem resultado nenhum. Muitas vezes os lamentos do rio provocam-me tristeza, houve um tempo que não trazia água nenhuma no seu leito, cheirava muito (...)
01.Abr.20

Tenho saudades

historiasabeirario
  A charneca por onde a biblioteca ambulante desenvolve a sua missão, rolando nas estradas estreitas, sinuosas, de subidas íngremes, de descidas aceleradas, nesta altura estão cheias de plantas silvestres no auge da floração, onde se destacam as  flores brancas das estevas que se multiplicam aos milhares no território das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O seu aroma é doce e a cor branca faz lembrar a neve que por aqui nunca se vê. Esta planta tem (...)
14.Jan.20

Estão habituados

historiasabeirario
  O dia continua afogado na neblusidade, significando que mais tarde, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a chuva virá visitar as histórias nas aldeias a sul do rio Tejo. O que se passou, foi que na viagem a chuva surgiu pouco espessa, delicada mas persistente, com a aproximação da biblioteca ambulante à Lampreia foi perdendo destaque. A quietude da aldeia contagiou o viajante das viagens e andanças, as histórias apoiadas umas nas outras, conservam o (...)
04.Jan.20

Continua ainda com mais sabor e ardor

historiasabeirario
  Finalmente o sol está nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, os rostos sorridentes manifestados nas pessoas logo de manhã trouxeram motivação para outro dia cheio de histórias. No sentido contrário ao do rio Tejo, numa curta boleia da A23, a biblioteca ambulante sai rumando à aldeia da Concavada sem acontecer coisa nenhuma, estacionou na aldeia da Ribeira do Fernando. O José sentado numa mesa do café do qual é proprietário, ergueu-se subitamente (...)
23.Dez.19

Só as histórias os tiram da apatia

historiasabeirario
  O rio tejo continua castanho mas perdeu a bravura dos dias anteriores, a neblina ainda não se desprendeu na aldeia da Barrada nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Depreendo que tal não irá acontecer hoje, as horas avançam, não tarda a noite cai sem se ver o sol. Também os leitores não despontam, estão agarrados nas suas casas a moldar massas para as filhoses, os coscorões, bolos, tudo o que uma mesa de consoada merece no que diz respeito à (...)