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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

06.Nov.19

Mãos

historiasabeirario
  Nuvens baixas e cinzentas atravessam o espaço terrestre das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A biblioteca ambulante ganha ânimo no cais das partidas e chegadas, as histórias sacodem o pó das brochuras, amaneiram as páginas, aprumam as posturas, estão desimpedidas para os leitores da aldeia do Crucifixo e vila do Tramagal. Mãos pequenas, mãos grandes, mãos rudes, mãos macias, mãos novas, mãos velhas, esperam pelas histórias. Muitas partes (...)
16.Out.19

Não querem que as histórias terminem

historiasabeirario
  Parda, a mostrar a chuva que irá desabar a qualquer momento, assim está a tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, num outono que a pouco e pouco se acomoda.  Salta à vista do viajante das viagens e andanças o fumo espesso das primeiras queimadas, enquanto se dirige na biblioteca ambulante para a aldeia do Crucifixo. Ao longe tem-se a ilusão de altas chaminés fumegando, são apenas enormes fogueiras onde se destrói ervas e mato.Na aldeia para o (...)
20.Ago.19

Nesta longa viagem

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  O rigor da tarde obriga a cuidados, água fresca na geleira da biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças irá escorrer algum líquido, e precaução é boa conselheira, no cais onde têm início as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra a temperatura na sombra está nos 34º graus. Em plena estrada, onde as trajectórias surgem para a direita e esquerda e assim sucessivamente, reduzo a velocidade, na dianteira segue um casal de ciclistas, (...)
30.Jul.19

Colhem frutos

historiasabeirario
  As árvores não param de dançar, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a biblioteca ambulante, uma árvore cujas raízes se vão propagando por um vasto território onde  histórias são frutos. Haja quem queira vir ao quintal, apanhar os frutos, saborear, interiorizar os paladares, dar a provar a outros, aos indecisos, aos que dizem que não gostam, aos que nunca foram. Experimentem cheirar a fruta, descascar, retirar um gomo, até mesmo um (...)