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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

15.Set.21

Permanecem connosco...

historiasabeirario
A padeira que vende o pão, o viajante das viagens e andanças com letras que cede as histórias sem pedir nada em troca, estão sempre no limitado largo São João de Brito, na aldeia do Tubaral. Uma traz o papo-seco, a carcaça, a broa de milho, o pão alentejano, o pão de centeio, o pão de Deus, o caracol. Nem sempre os há, mas quando estão adicionados, os bolos, o rim, o palmier, o guardanapo, a bola de Berlim, o mil folhas e o pastel de nata, são cobiçados de um modo (...)
05.Ago.21

Histórias que não se esgotam...

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As pessoas na aldeia exibem um sorriso rasgado, não é caso para menos, a aldeia tem mais população. Os emigrantes regressaram, alguns há muito que estavam ausentes, a doença que alcançou o mundo não lhes deu possibilidade de desfrutarem o merecido repouso junto dos seus. A biblioteca ambulante é testemunha, o movimento rodoviário é superior, automóveis de custo acima da média, transitam vagarosamente pela rua da aldeia, para que os observem. Geralmente a surpresa é daqueles (...)
31.Mai.21

Tem que comer o pão...

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O dia chegou cerrado nas primeiras horas, na aldeia do Tubaral o céu azul poderá trazer leitores à biblioteca ambulante, as mesmas mulheres, sentadas, vigiam a vinda da padeira. No lado oposto estão as histórias, cuidam de maneira atenciosa quem as levar, a padeira aproxima-se a buzinar, causando um som penetrante, a canzoada agita-se, não param de ladrar, os diálogos ficam imperceptíveis. As mulheres levantam-se, vão na direcção da carrinha que traz o alimento. A biblioteca (...)
11.Mai.21

As de antigamente eram boas...

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A carrinha da padeira prestava os últimos serviços quando a biblioteca ambulante estacionava na aldeia do Tubaral. As mesmas mulheres, as do outro tempo, continuam sentadas segurando os sacos com o pão fresco. De um lado para o outro, um rafeiro farejava, um pouco de pão convinha, mas não para os dentes do cão. A padeira seguiu outro destino, ficaram as mulheres, pouco depois desamarraram os mexericos,  uma a uma foram aos seus desígnios. Foi com surpresa que o viajante das (...)
01.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  O Largo de São João de Brito, local de transmissão oral dos aldeões, ao mesmo tempo espaço de trocas e negócios. A padeira, o peixeiro, as roupas, frutas e hortaliças, ofícios sem locais determinados, também é o espaço onde as  histórias e a biblioteca ambulante têm a sua acomodação durante as manhãs marcadas, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, para quem quer saber e conhecer ainda mais. Da aldeia do Tubaral olhando para o horizonte, este (...)
26.Fev.20

São histórias que não querem terminar

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O inverno, tirou o disfarce de verão com que se apresentou nesta quadra carnavalesca, voltámos aos dias normais nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Apesar do sol brilhar, a sua energia é ofuscada pelo sopro do vento, onde tem momentos de alguma tormenta. Na aldeia do Tubaral, a laranjeira que se destaca no largo, tem as suas flores prontas a desvendar o quanto de beleza possuem, a soltarem o perfume que embriaga as histórias. A essência torna-as (...)
05.Fev.20

Oh! Senhor arranje-me um jornal

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  A última noite não foi das melhores, o arrefecimento abrupto no final da tarde de ontem, provocou uma pequena moléstia na garganta do viajante das viagens e andanças. Mas não foi impedimento para que as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, permaneçam na aldeia do Tubaral. O sopro do vento é mais audaz que nos últimos dias, o sol é o que nos valha, aquecendo este que escreve, e as histórias. Não sei se surgirá algum leitor, o trabalho está em (...)
15.Jan.20

Preferem tagarelar

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  As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, trocaram hoje as voltas aos aldeões da aldeia do Tubaral. As manhãs foram sempre as previligiadas nas visitas à aldeia, hoje é a tarde a ter esse aforo, ainda a biblioteca ambulante não tinha o motor calado, já o viajante das viagens e andanças se deparava com cabeças a espreitarem com muita curiosidade. Após estarem esclarecidos do que observaram, as casas atraia-os outra vez a retomarem as suas tarefas, (...)
28.Nov.19

Memória de outros tempos

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  Quando estacionei a biblioteca ambulante junto da fonte no largo S. João de Brito na aldeia do Tubaral, uma mulher pegando num saco, contendo uma história no seu interior, aguardava pelo viajante das viagens e andanças. A história tinha sido lida pela Sandra, a padeira que todos os dias frequenta a aldeia vendendo pão e bolos, adiantou-se à biblioteca ambulante no largo onde também se demora. Desta vez não teve possibilidade de escolher e levar histórias, no seguimento das (...)
11.Nov.19

Numa das mãos segura o seu pão

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  Foi na renovada estrada de acesso à aldeia do Tubaral, que a biblioteca ambulante com as histórias estacionou no Largo S. João de Brito, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A carrinha da padeira foi a primeira a parar no lugar mais movimentado da aldeia, onde se recebe e dá boas e más notícias, onde os enredos, confusões ou tricas, como lhes queiram chamar, ganham dimensão na transmissão de boca em boca. No café do Lola, uma velha comenta que a (...)