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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

14.Out.21

A levar a boa nova...

historiasabeirario
Uma névoa suave produzida pela cortiça a ser mergulhada em água a ferver, ocupa a extensa planície que acompanha a estrada que leva a biblioteca ao destino. O gado indiferente procura a erva fresca que começa a despontar junto dos sobreiros e carvalhos. As histórias não param na viagem que as conduz à aldeia do Vale das Mós, debaixo de um sol que hoje ainda estará inclemente ao viajante das viagens e andanças. A pequenada da não quis de ter a posse das histórias nas suas (...)
02.Jul.21

Dia mundial das bibliotecas...

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Dia mundial das bibliotecas, dia mundial dos leitores que exageram das bibliotecas, dia mundial de todos aqueles que colaboram na promoção do livro e da leitura. A pequenada veio celebrar o dia na biblioteca ambulante, ocupam o espaço, retiram histórias, folheiam páginas, lêem as poucas letras que compreendem,  olham as ilustrações que os motivam a terminar rapidamente a história. Insuficientes no manusear, rasgam folhas, não importa, é dia mundial das bibliotecas. É dia da (...)
09.Jun.21

Desperta memórias...

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O quotidiano nas aldeias está a voltar à normalidade, isto é, se alguma vez houve anormalidade. Todos os dias, a começar no regresso da biblioteca ambulante às aldeias da minha terra, observo, a excepção são as máscaras a tapar o queixo dos aldeões que andam nas poucas ruas das suas terras. Embora haja outra aproximação e maneiras de agir como sempre houve, o exemplo de hoje na aldeia do Vale das Mós, onde a pequenada entrou e provou a leitura das histórias. Dedos com (...)
18.Mai.21

É o destino...

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A manhã sorriu, depois deixou de revelar a satisfação demonstrada, quando todos nós iniciavamos o dia. Foi com alegria que as viagens e andanças com letras partiram para a estrada em direção à aldeia do Vale das Mós. Alguma actividade nos campos que ladeiam a estrada nacional n°2 , não só leva quem se dirige para sul, mas permite que as histórias na biblioteca ambulante cheguem a casa dos leitores destes lugares. Conduzir enredos ao longo das planícies, observar os animais (...)
30.Jan.20

Cheia de tudo para fazer acontecer

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  A languidez da tarde contrasta com a vontade das histórias de voltarem às viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, com a biblioteca ambulante a ser o farol das notícias nas aldeias de São Facundo e Vale das Mós. A chuva escoltou a biblioteca ambulante durante a travessia do vale largo, onde a estrada está enraizada desde que me lembro, ao longe, os prados que a devoram, estão cobertos por pequenas flores de minúsculas pétalas brancas. Regozijam o viajante (...)
30.Ago.19

A terra está viva

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  Após a penumbra na ponte das Areias a biblioteca ambulante entra no vale, estendido á sua frente, ladeando a estrada o milharal amadurecido aponta ao céu. Quem ande no seu encalce, num instante desiste, pouco depois volta a acreditar, a sua ocultação motivada pela dimensão vertical do cereal, não é mais que um engano. Prudentemente desliza pelo asfaslto, no interior o viajante das viagens e andanças, atento ao que acontece ao longo da depressão natural, progredindo até á (...)
23.Jul.19

As histórias tantas vezes me animam

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  Adormeci, ainda vislumbrei os clarões, o som arrastado do trovejar ainda longe impeliu-me para um sono profundo, interrompido noite dentro pelas rajadas do vento, a chuva não parava, ainda atordoado deixei-me estar. Desliguei-me outra vez, talvez alguém accionasse um interruptor e me apagasse, fez-me bem. De manhã cedo as nuvens cinzentas pairavam perto da janela, quase lhes tocava, há muito tempo que não acordo com o céu totalmente azul, tenho saudades de ver o sol a (...)