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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

08.Ago.22

Darão colheradas saborosas de leitura...

historiasabeirario
Na aldeia das Bicas a temperatura está como a água na panela para a sopa. Os leitores e as leitoras  trouxeram os ingredientes para o caldo de letras, misturados, mexidos e temperados darão colheradas saborosas de leitura. As palavras e as frases serão engolidas sem insistência, o contrário acontecia quando éramos pequenos, as mães segurando a colher cheia, contando histórias para abrirmos a boca. Mas as histórias pedem mais tranquilidade, as letras não se esgotam na (...)
08.Jun.22

Hoje vi uma lebre...

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Hoje vi uma lebre a atravessar a estrada, não deu para perceber se corria ou saltava, tal foi a sua súbita aparição.  Como surgiu, desapareceu apressada para a floresta, aflito fui à história verificar se a lebre estava na corrida com a tartaruga. A lebre dormia e a tartaruga vagarosa lá ia, não me deixou fechar o livro sem uma piscadela de olho, como a querer dizer,  temos que ser persistentes no que pretendermos alcançar. A tartaruga e a biblioteca ambulante, ambas a correr (...)
19.Mai.22

Serem felizes a ler...

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Na sombra das histórias as leitoras examinaram o pequeno compartimento onde cabem as vozes do mundo inteiro. Suprimidas na oralidade muitas delas foram na escrita que atingiram a vitalidade merecida. Olharam com atenção, pesquisando em cima, em baixo, acreditando que encontrariam as histórias que traziam escolhidas há muito. Conseguiram alcança-las, foram elas, não foi o viajante das viagens e andanças que as guiou, sabem o caminho até ao local da permanência da biblioteca (...)
11.Abr.22

Os leitores venham...

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A chuva vem e vai, umas vezes afável, noutras brava, interrompe trabalhos realizados ao ar livre, impede as pessoas da aldeia de saírem das suas casas. Do interior da biblioteca ambulante, o som da água a bater no tejadilho dá a ideia de que o mundo está para desabar, possivelmente não andaremos longe disso no estado actual da humanidade, mas no momento é somente chuva torrencial. No intervalo, em que a chuva foi não sei aonde, o Gregório aproximou-se, veio informar que não (...)
23.Mar.22

A chuva continua...

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A chuva abundante não impediu o Gregório de comparecer na biblioteca ambulante, apressado para não submergir na água excessiva, mas necessária para dissipar o prolongado estio. O Gregório não tem falta de leitura, as palavras entram nele, como as águas do rio correm sem se deterem até ao oceano. A chuva continua a malhar na terra como há muito não testemunhava, exceptuando o leitor e as duas mulheres que finalizavam a compra de farinhas para os animais, noutro veículo (...)
27.Jan.22

Dois homens, uma mulher e um tractor...

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Grande é a azáfama, aqui muito perto do local onde a biblioteca ambulante está estacionada. Dois homens, uma mulher e um tractor, bem podia ser o título de uma história, uma enorme caixa são suficientes, para rachar lenha, deposita-la no recipiente de ferro, e no tractor percorrer meia dúzia de metros para a largar num monte a ficar cada vez mais alto. Não têm frio de certeza, demasiados movimentos, agachamentos e vice-versa, trabalho duro, para que possamos descansados nas (...)
10.Jan.22

Talvez as histórias...

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Segundo a mulher do Gregório, ele estava dormente, quando lá fui de tarde, após ter estado estacionado de manhã com a biblioteca ambulante na sua aldeia no Vale de Açor. Como estava ausente no primeiro período voltei novamente para que pudesse devolver a história cedida da última vez que a aqui tinha permanecido. A sua mulher ainda disse que estava ao lume, não quis receber os raios do sol após o almoço, em casa é que estava bem segundo ele. O Gregório lá apareceu segurando (...)
24.Nov.21

Num instante ficou sobrelotada....

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Um frio penetrante persiste teimosamente na aldeia do Vale de Açor, está tão afiado que o cheiro da lenha a ser consumida nas lareiras ou fogões ocupa toda a aldeia. Só o café bem quente no termo me aquece, apesar dos membros começarem a ficar enregelados O sino da pequena igreja dá onze badaladas, não tarda chegará o leitor deste lugar, a sua mulher já por aqui passou, avisando que não se demora. Enquanto espero, vem-me a imagem da tarde de ontem, a biblioteca ambulante (...)
13.Out.21

Continuam a ser essenciais...

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Olho ao redor da biblioteca ambulante na aldeia do Vale do Açor, persigo um assunto que me empurre a escrever o post de hoje. Aos ouvidos chega-me o som de uma serra separando partes lenhosas de árvores, são para serem queimadas nas lareiras e fogões. O frio está atrasado mas não inviabiliza a realização deste trabalho árduo. Três ciclistas aproximam-se, vêm bastante extenuados, rostos cheios de água, após concluírem a íngreme subida, logo atrás do local onde permanece a (...)