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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

31.Ago.21

Um bom leitor

historiasabeirario
Sabe bem permanecer na aldeia do Vale de Açor, o ar fresco entra e sai na biblioteca ambulante, o Gregório fez o mesmo, não há muito tempo. Trouxe a história lida, levou outra, é sempre assim, homem de poucas falas, diversas palavras são sacadas por interrogações. Diálogos curtos, despachados, não mais que isso, a leitura não sei, presença assídua desde o início das viagens e andanças, um bom leitor. 
08.Jun.21

São dias onde...

historiasabeirario
Mais um pouco e o sol ascende ao seu lugar mais alto, na aldeia do Vale do Açor, o Gregório compareceu na biblioteca ambulante, nunca falta, as suas histórias preferidas são relacionadas com  o período da guerra colonial. Combateu em África, um conflito armado que ainda o persegue, gosta de estar informado com as histórias dos que como ele viveram esse tempo imperfeito da nossa história. A tarde está lançada, embalada pelo vento fresco que tem momentos ásperos. A biblioteca (...)
15.Nov.19

Privarão com ele nas próximas semanas

historiasabeirario
  Visto da ponte, lá em baixo na margem sul do rio, os mourões estão engalanados, muitas bandeiras, bancadas com cadeiras, aprumadas lateralmente ao hipódromo, no recinto cavalos e cavaleiros treinam , transpondo obstáculos. É o 1º Concurso Hípico da Cidade de Abrantes, III Concurso Nacional do RAME (Regimento de Apoio Militar de Emergência), que se realiza no fim de semana que se aproxima. Nas histórias fantásticas, dragões, humanos e outras personagens imaginadas por quem (...)
25.Out.19

Que atraiam aldeões

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  A ousadia do sol contagia o viajante das viagens e andanças, hoje será a vez da aldeia do Vale do Açor, a hospedar a biblioteca ambulante. Durante a viagem ultrapasso charnecas vibrantes, sítios onde os raios solares não atingiram ainda as mantas de orvalho que cobrem a erva daninha, e a de pastagem. A caducidade das folhas de algumas árvores é visível, cores quentes, a lembrar as coberturas das histórias que a biblioteca não se cansa de transportar. O Outono (...)
08.Out.19

A aldeia fervilha

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  Os rumores sonoros que chegam aos ouvidos do viajante das viagens e andanças na aldeia do Vale de Açor, são indicadores que a aldeia fervilha, o machado hidráulico que racha os troncos da madeira dos sobreiros, molda a lenha que brevemente se tranformará em pó de cinza, após acalorar os lares nos desanimados dias que aí virão. Salta á vista que o inverno, ainda distante não deixa de se aproximar deste hemisfério, o fatigado som do aspirador que limpa o interior do (...)
20.Nov.18

Invadem o espaço infinito

historiasabeirario
    A manhã auspiciosa nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, fracacassou no percurso, ao atravessar a aldeia de São Miguel do Rio Torto as nuvens invadem o espaço infinito. O esmorecimento que se apoderou do viajante na biblioteca ambulante, foi sacudido pelo tremor contínuo das histórias ao circular no asfalto que não denota carinho pelos amortecedores, pouco antes de estacionar na aldeia do Vale do Açôr.