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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

28.Jun.21

Uma sucessão....

historiasabeirario
Corre uma aragem que estimula as pessoas, surgem na biblioteca ambulante sorridentes, determinados a pesquisar em histórias que os transportarão em viagens intermináveis, aventuras de encher a barriga, de gastronomias diversas, paladares e odores que os deixarão ocupados de curiosidade enquanto não provarem. Na boleia da brisa as viagens e andanças continuaram, no período da tarde houve surpresa, a inclusão de um novo leitor, foi um imprevisto saudável na aldeia do Vale Zebrinho. (...)
02.Jun.21

Somos nós quando nos lembramos dos que permanecem

historiasabeirario
" Vou-te levar nas palavras, a máquina não para ", são letras de uma composição musical, que vestem na perfeição a biblioteca ambulante. Nesta errância por estradas que atravessam aldeias e lugares, é o que trago e levo diariamente das pessoas distantes do aglomerado populacional, que é a cidade e o seu limite urbano. Palavras resignadas, de alegrias, de tristezas, do cansaço de uma vida a trabalhar no campo. Para mim são esperança, ouvindo-os, sei que eles continuam a (...)
13.Mai.21

Um saco farto de histórias

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Foi a correr contra o tempo que a biblioteca terminou a manhã na aldeia da Carreira do Mato, com leitores a telefonar uns aos outros dando a boa nova. O regresso das histórias à aldeia. A chuva ocupou a tarde no Vale Zebrinha, não se vê ninguém, a próxima aldeia será Arreciadas. Uma mulher caminhando ao longo da estrada, segura numa das mãos um pequeno ramalhete de flores silvestres, foi quando me ocorreu que estavamos na Quinta-feira da Ascenção, ou dia da Espiga, como é (...)
19.Set.20

Para muito breve

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Voltei ao vale que divide a charneca, não foi um regresso às viagens e andanças, foi relembrar um passado recente. Para o viajante das viagens e andanças se tornou demasiado longo, as saudades das viagens, de levar histórias, das pessoas, não se escoaram, ficaram as memórias. Foram elas que me empurraram de casa para o vale, para visitar as aldeias do Vale Zebrinho, Barrada e Pego. São lugares onde a biblioteca ambulante se demorou, em tardes longas no verão e curtas no inverno. (...)
28.Ago.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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       Grandes actores são o inverno e a primavera, há dias atrás, o inverno vestia-se na personagem da primavera, hoje é a primavera a vestir-se no personagem do inverno. Esta troca de papéis é cada vez mais frequente.As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, trouxeram-me à aldeia de Vale Zebrinho, pelas narinas entram e concentram-se odores a terra molhada, a chuva nem de longe, nem de perto, se destaca, dão-me uma sensação de liberdade, felicidade de (...)
12.Mar.20

O sustento que nós precisamos

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  Na estrada não ouço música, mas vejo as flores a dançarem, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No sentido da aldeia da Barrada a biblioteca ambulante transita na planície, os campos são de perder a vista, aqui e acolá alguns rebanhos apascetam, longe do búrburio citadino o viajante das viagens e andanças enquanto conduz as histórias relembra um episódio passado na tarde de ontem na aldeia de Arreciadas com um leitor. Ao entrar questionava se (...)
11.Mar.20

Uma história nova e diferente

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Uma extensa camada de nuvens absorveu o sol na aldeia de Vale Zebrinho, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O viajante das viagens e andanças, agradece a cortina que se formou, assim a biblioteca ambulante não está exposta directamente sob os raios solares, e com a temperatura elevada que se faz sentir seria bastante incomodadtivo. Aparentemente na aldeia está tudo na mesma, desde o último afastamento. Ao aproximar-me do lugar, só os rebanhos vagueavam (...)
29.Jan.20

Um objecto tão bom e importante

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  Voltei ao vale, desta vez só de passagem, na direcção da aldeia do Pego, está cheio de regatos, de histórias que não se  vêem. O rebanho de ontem já estava no curral, depois de um dia no campo, nas pastagens, os animais acompanham o declinar do dia. Na aldeia do Pego o odor do fumo saído das chaminés das casas baixas, assim como o das carnes do porco nas grelhas aproxima-se das narinas do viajante das viagens e andanças. Quarta-feira, é sempre dia de petiscos nesta (...)
28.Jan.20

Os seus movimentos são como o passar do tempo

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  Acordei, como uma folha esquecida e soprada violentamente pelo vento, saí da cama, quase perdia o compromisso que tinha para com este dia. Mais logo nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, Vale Zebrinho e Arreciadas acolherão nos seus regaços as histórias e a biblioteca ambulante. No vale só as árvores de grande porte estão despidas, as que estão no planalto da charneca mantêm-se intactas nos seus trajes, nestas últimas a seus pés a terra é agreste (...)