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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

21.Jun.19

As árvores são histórias

historiasabeirario
  Serpenteando a estrada, a biblioteca ambulante e o viajante das viagens e andanças a dirigi-la, não se cansa de engolir quilómetros de asfalto, na direcção da aldeia do Crucifixo e vila do Tramagal, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No meu lado direito, mais em baixo, saltando a linha do caminho de ferro, o rio corre em liberdade depois de lhe ser concedida a passagem no açude que o trava quando o homem assim o entende. A aldeia alonga-se desde (...)
19.Jun.19

Eles não me querem ouvir

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  Com o rio e a ponte superados, rumamos, eu e a biblioteca ambulante, noutras viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, onde as aldeias da Concavada e Pego com as suas gentes nos aguardam, na expectativa de encontrarem histórias novas, que os possam ajudar a preencher o tempo desocupado. Alguns leitores mais exigentes, procuram histórias que existem há pouco tempo, outros são mais condescendentes, vão lendo histórias passadas, questionando por títulos e (...)
18.Jun.19

A esperança inundou-me

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  Pela manhã a chuva surpreendeu com a sua visita, a previsão meteorológica previa esta circunstância, mas não deixa de ser novidade no mês em que estamos mesmo a pisar o verão. Soube bem, voltar a cheirar a terra molhada, sentir os minúsculos pingos, como se fossem alfinetadas despertando-me, batendo insistentemente no meu rosto. Mais logo as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, terão outro ânimo com esta agradável frescura. Isto está tudo do (...)
17.Jun.19

Dias sem horas

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Não! As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra não cassaram, houve uma pausa na escrita nas descrições das viagens. Hoje volto a expressar-me novamente, num dia amedrontado, embora entusiasmado na temperatura, a deslocação da  biblioteca ambulante é na direcção das aldeias da Lampreia e Casa Branca, situadas na freguesia de Alvega. Ao longo do caminho, já perto do destino. postes alindados por ninhos de cegonhas tornam a paisagem diferente, assim como (...)
06.Jun.19

Os forasteiros e as histórias

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O corpo está preguiçoso. o bocejar continuo não tem fim, a manhã ao contrário do viajante das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, está vigorosa.Mais fresca que as anteriores, mesmo assim o sol ergueu-se sorridente, embora ameaçado pela depressão Miguel que se aproxima. Seguindo na direcção da Carreira do Mato, com vista para o rio Zêzere, a norte do concelho, as nuvens vieram ao encontro da biblioteca ambulante, não foram suficientes para travar a (...)
05.Jun.19

Se as nuvens fossem histórias

historiasabeirario
Apesar dos insistentes avisos na rádio que a temperatura iria baixar, com alguma chuva á mistura, não reconheci o mérito da previsão anunciada. Desta vez acertaram, desprevenido com um pólo vestido, não sei como me vou aguentar nesta manhã de viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Outro imprevisto aconteceu, ao rodar a chave da ignição da biblioteca ambulante, o motor não correspondeu ao solicitado. Trac! Trac! Foi só o que ouvi. Nova tentativa. Trac! (...)
04.Jun.19

Sentem a perda de uma mãe

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Voltei a cheirar a terra molhada, a manhã esgueirava-se da penumbra, parecia amedrontada, triste, com pingos sucessivos que não paravam. Lembrei-me que poderá estar a sofrer com a morte de alguém, talvez,  hoje o país está de luto pela morte da escritora Agustina Bessa-Luís, será isso? Sim, são lágrimas, de certeza, é a manhã a chorar, como será o resto do dia? Nas estantes da biblioteca ambulante as histórias estão abatidas, não têm o entusiasmo dos outros dias, (...)
31.Mai.19

Desejo de aprender mais ainda

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    Desafiando o calor, a biblioteca ambulante ruma na direcção das aldeias da Chaminé e Água Travessa, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Atravessando a ponte que permite a transposição sobre o rio, olhando cá de cima, as suas águas voltam a subir, os dedos das mãos dos homens que o amansaram empurraram o botão, transmitindo á barreira que o detém que se feche. O contrário também foi efectuado, e num abrir e fechar de olhos as águas quase (...)
30.Mai.19

Dia da Espiga

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Outra tarde de calor,  mágoa é palavra para esquecer nos próximos meses nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, perante os dias tórridos que nunca mais acabam. O corpo habitua-se, só no início se demora a entranhar esta desordem climatérica. A biblioteca ambulante nesta Quinta Feira de Ascensão, por agora demora-se na aldeia do Souto, popularmente esta quinta feira é denominada por dia da Espiga. O costume de ir ao campo colher espiga de vários (...)