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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

26.Mai.20

Pelo fio do tempo

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  Um vento que não agoira nada de bom associado a uma temperatura assinalada na breve paragem, talvez descansando um pouco da subida abrupta logo de manhã, do mercúrio nos 25º do termómetro fixado na parede da cozinha. Esta intensidade não se fica por aqui, o mercúrio continuará a galgar vários patamares, chegando mesmo a ultrapassar os 30º e num último esforço se colar perto dos 35º. Continuo sem viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, apesar deste (...)
22.Mai.20

Perdi a liberdade

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Perdi a liberdade De caminhar e frequentar espaços públicos Perdi a liberdade De estar com a cara destapada Perdi a liberdade De realizar as viagens e andanças Perdi a liberdade De visitar as aldeias da minha terra Perdi a liberdade De dirigir a biblioteca ambulante   Perdi a liberdade De dar histórias de encantar De dar histórias de sonhar De dar histórias de chorar Perdi a liberdade De falar com gente com quem gosto de dialogar Perdi a liberdade De voar De me realizar
18.Mai.20

É tempo de voltar a criar memórias

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  Mais umas viagens pelo espaço de um papel em branco, não pelas aldeias da minha terra, onde a observação e a presença trariam um testemunho atual da existência daqueles que privam com a biblioteca ambulante. No papel, tendo como veículo de transporte a caneta, e o entusiasmo  por me atrever a viajar em algo inviolado, conduzindo a caneta, sem ter a certeza que palavras tomar para chegar a frases com sentido. Que orientem sem ter que parar repentinamente, riscando, ou (...)
15.Mai.20

Porque não havemos fazer todos um acontecimento

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  Outro dia a enganar o tempo, o que não acontece com o astro que se ergueu cheio de vigor no lugar do costume. Num tempo em que as cartas manuscritas são património da correspondência, onde os carteiros presentemente não esgotam o volume de encomendas que entregam. Sou testemunha pela observação diária de  viaturas dos CTT e das empresas de entregas, na rua onde habito, cá em casa também as recebemos. Fico com um sentimento de cobiça ao vê-las estacionadas de portas (...)
14.Mai.20

Objetivos redobrados

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  Andamos confusos, procedemos como a lagarta do bicho-da-seda, simultaneamente rastejamos e permanecemos protegidos no interior do casulo. Aguardamos que nos transformemos em borboletas, ganhamos asas, libertarmos o que nos prende, voamos, levantamos e viajamos  que a vida continua. Em seguida a borboleta deposita ovos e morre, nós recuperamos os momentos que deixamos para trás, com novas atitudes, e objetivos redobrados.
12.Mai.20

Acrescentando uma máscara

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  Primeiro nevoeiro, a seguir o sol, foi a vez da chuva, agora a trovoada, falta o vento e neve, a qual me lembro só assisti à sua queda por aqui  uma duas vezes, para completar estes fenómenos naturais. Nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, muitas vezes fui apanhado desprevenido por qualquer um deles, houve dias que a roupa que vestia era insuficiente para me proteger. Enfrentar o frio com agasalho primaveril, estorricar ao sol, acolhido em (...)
11.Mai.20

Sem sabermos atacar de surpresa

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  Noutra semana a ver fugir o tempo, e a ininterrupção da chuva a tornarem as palavras  repetitivas em relação a escritas do passado. As oportunidades que não se conseguem recuperar de viagens e andanças já não têm conto, para trás ficaram histórias para dar, gente por conhecer, leitores por agradar e conquistar. Não sei mais a quem recorrer, a inoperância contrasta com o sentimento de querer fazer mais alguma coisa em relação à itinerância das histórias. A (...)
07.Mai.20

Simplesmente precisam

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  O  desgaste do tempo, onde se pretende que se faça acontecer, mas que na realidade deixa muito por fazer acontecer. É o que sinto nestes dias em casa no teletrabalho, acontecimentos, assuntos que podiam estar a ser concretizados, histórias que dão prazer e alegrias, se estivessem nos lugares e aldeias das viagens e andanças. Mas não acontece nada disto, nas aldeias os velhos estão ainda mais  companheiros da solidão, aconselham a que fiquem em casa, não se podem aproximar (...)
03.Abr.20

Um carregador de informação

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A névoa rasteira e cerrada, provoca no início do dia uma incógnita do que nos aguardará no resto das nossas vidas. Um enigma que perdurará nos próximos tempos que aí vêm, onde andarão, como estarão, os leitores da biblioteca ambulante? A solidão tomou conta deles por não possuírem histórias novas? Pelo experiência de variadas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o afastamento é há muito tempo a companhia mais assídua, embora a biblioteca (...)
02.Abr.20

Numa livraria perto de ti

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Sinopse O Grande Bazar Ferroviário é a narrativa que Paul Theroux faz da sua épica viagem pelos caminhos-de-ferro da Ásia. Repleta de evocativos nomes de comboios lendários - o Expresso do Oriente, o Correio de Khaibar para o Entroncamento de Lahore, o Correio de Deli proveniente de Jaipur, ou o Expresso Transiberiano, entre outros -, descreve os muitos lugares, culturas e paisagens por onde passou e as pessoas fascinantes que conheceu. De farrapos de tagarelice a monólogos (...)