Tentando encontrar o que procuram saber ...
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Dar início ao primeiro dia nas viagens e andanças pelas aldeias da minha terra, desta semana, na biblioteca ambulante, cheia meninos, a começarem os primeiros passos entre as linhas. Palavras gigantes, ilustrações de encher os olhos, exploram os caminhos das letras, tentando desbloquear partes difíceis de transpor. Fantasiando o que vêem nas páginas, descomunais, nas suas pequenas mãos, soletram, empurram com o dedo a história para atingir o final rapidamente. De tarde surgiram outros, mais velhos, deixaram as bicicletas na beira da estrada, beberam água na fonte, molharam-se, entraram frescos na biblioteca ambulante. Andaram aqui um bocado, a ler histórias de soslaio, sussurrando entre eles, depois, o apelo da rua, as bicicletas, a liberdade nas férias. São miúdos com sorte, não estão presos em casa, noutras actividades. Estão livres para correrem, treparem as árvores, seguirem a bola no espaço improvisado. Transpirarem, alegria, vontade de viver, pardais voando sem asas, tentando encontrar o que procuram saber.
