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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

21.Jan.20

Texto da treta 8

Saí apressado, preocupado a tentar não perder o que resta do texto memorizado, e que tinha escrito, mas estranhamente desapareceu quando o publicava. Por outras palavras e algumas que ainda por aqui ficaram, principiava ao deitar, aí o assunto é dormir, fantansiar, às vezes penar, render-me às ilusões. Últimamente antes de embalar, sou atropelado por letras, leio para mim o que escreverei, procuro  palavras. São caminhos nos quais as frases se desenvolverão, nem todos serão percorridos, muitos não se completarão.  Desperto, ideias diferentes surgem, ouço a chuva a cair de mansinho, bate devagarinho, invoca a minha presença para ajustar a história, uma narrativa com odores a terra molhada. O vento assobiando provoca a letargia, uma volta, duas voltas, lembro-me de uma anotação no bloco de bolso, está lá em cima, mas está demasiado frio para subir as escadas e ler um rabisco. Ao som de portões a bater, objectos a ser arrastados, pondero outras opiniões, termino tudo isto adormeçendo, embora haja noites em que o estado de adormecimento é sem interrupções. As sombras são histórias acabadas.

 

 

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