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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

22.Jan.20

Texto da treta 9

Paredes enroupadas de palavras, de independência, lugares desocupados, passagens interruptamente exploradas, perseguindo o que não existe. Pessoas que não rompem, não querem saber, não querem recolher conhecimento, gente demasiadamente apreensiva com as maneiras de perdurar dos outros. Sorrisos mentirosos, pancadas que denotam amizades, deslealdades a mais para se compreender. São poucos dias, assustadores, demoram a atravessar, quero abalar, quero estar onde não sou infeliz. Pergunto às histórias o que faço eu aqui? Tu pertences a este lugar, sempre permaneceste aqui, responderam. Voltei a insistir, percebo que a partir de agora o meu espaço não é este. Aprendi a voar com as histórias, aprendi a estar com os simplórios, trago comigo caracteres semelhantes, também sou um deles por transmissão dos meus pais. Continuo a desejar as histórias, sem elas sou ninguém, não quero isso, não quero parar, quero desandar daqui para fora.  Quero progredir, fazer chegar, bater nas portas, entregar, dar, motivar aos que nunca estão presentes. Quero voar!