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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Na igreja, o som das mulheres orando ao defunto, chega à biblioteca ambulante na aldeia de S. Facundo. O sino toca, avisando a saída do féretro, iniciando-se, a derradeira viagem deste aldeão em direcção ao cemitério. Não é a melhor maneira de iniciar a crónica, mas a morte também partilha as viagens e andanças. Há leitores alcandorados com o seu saber nas bibliotecas do céu, há subtraídos à vista das histórias. Conhecidos do viajante das viagens e andanças, todos eles personagens reais nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Contribuíram como leitores, interessados na leitura das histórias, com fraqueza no carácter, simpáticos, unidos pelo prazer na leitura. A tarde está cinzenta e agradável ao mesmo tempo, a leitora aposentada da profissão de professora, voltou com as histórias confiadas para devolver. Tinha muito para ler em casa, desta vez não levaria história nenhuma, ao percorrer com a vista as estantes, houve uma que lhe acenou, esboçando um largo sorriso. Parou bruscamente o olhar nessa. Vou levar esta, gosto do autor, disse. Estreitamente, fiquei agradado com o desejo súbito da leitora. A biblioteca ambulante, gosta da ligação umbilical entre os leitores e as histórias. Crescem com as trocas nutritivas das palavras, cheias de saberes, estão na origem do crescimento intelectual.

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