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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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A manhã, sobe degrau a degrau, no alcance do seu ponto mais elevado, o inacreditável é encontrar a temperatura no sentido contrário, descendo, em direcção à aldeia do Pego. Os meus pés foram dar uma volta pela aldeia, deixei de os sentir, ou é do frio, ou andam por aí nas ruas a chamarem os pegachos há biblioteca ambulante. Um turbilhão de interrogações surge sempre que a biblioteca ambulante aqui se demora, numa aldeia onde nasceram, habitam, um presidente da Assembleia Municipal, um vereador, uma ex. vereadora do município, e tantos outros às causas do poder local, um bibliotecário, colectividades. Um Rancho Folclórico com actuações por essa Europa fora, lugar de escritores locais, terra fértil em gastronomias populares, com uma confraria do Bucho e da Tripa, um clube de futebol e outras mais, e continuarem a ignorarem as histórias. Que pessoas são estas, os pegachos, por não se sentirem atraídos pela leitura. Posso não estar a desempenhar bem o meu trabalho, ou o veículo a transportar as histórias não dar nas vistas, estar descaracterizado, não saberem que é uma biblioteca ambulante. Mas, dez anos a estacionar frequentemente na aldeia, dão-me confiança, não são estas as causas para esta ausência da maioria dos pegachos. Tragam os vossos filhos, os netos, venham bailar à roda da BIA, vamos comer o bucho e as tripas, beber o vinho também, lerem histórias da aldeia, viajarem nas páginas cheias de conhecimento, de aventuras e paixões. Vamos politicar nas palavras, sobre as leituras, de quem as escreve, venham ler. PORRA.