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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

26.Out.18

Viagem a pé pela Rua Santa Isabel

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Como só para a semana as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra retomarão a normalidade, tomei a direcção da Casa Amarela entrando pela Rua de Santa Isabel no sentido sul. Uns metros mais adiante o aroma a broas fervidas alcançou-me, vindo da fábrica dos bolos da Pastelaria Palha de Abrantes, até que a mescla de mais cheiros quase me venceu. Muitos deles irão mais logo ser degustados na XVII FEIRA DE DOÇARIA ( evento no Jardim República até domingo ), as tijeladas, a palha o doce mais simbólico deste território. Logo ao lado, porta com porta, o restaurante Santa Isabel outro exemplo da boa gastronomia que se realiza na cidade, estão de parabéns o Alberto e sua equipa. Da actual rua são estas duas situações que se destacam, a rua teve outro topónimo, Rua Cega, referido num documento de 1431, alterado pela CMA em 4 de Outubro de 1836 para a designação presente. Por curiosidade em 1707 a rua tinha 15 moradores fintados dentre os quais constam 4 mareantes, 2 pescadores, 1 doutor, 1 farinheira e 1 hotelão ( Toponímia Abrantina, Eduardo Campos, 1989 ). Há uns anos atrás esta rua foi a mais emblemática da cidade tendo canteiros ao longo da mesma com trepadeiras e roseiras que lhe davam um equilíbrio e beleza fora do comum. Com a alteração no património edificado a mesma perdeu a genuinidade anterior, com danos irreparáveis na sua arquitectura. Caminhando na rua até à sua derradeira calçada, saí-se no Largo Motta Ferraz, tendo como panorama o pórtico da Igraja da Misericórdia.