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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

10.Out.18

Virão com os pais ou pelo próprio pé

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Ainda a noite se defendia dos avanços da aurora, o firmamento estrelado, principiava a primeira viagem do dia, pedonal até à margem norte do rio. A escuridão à beira do curso de àgua é total, tinha como companhia a minha sombra que durante pouco tempo rompia na desordem da claridade e escureza pela predominância do nascer do sol e da teimosia da noite em se manter. Mais tarde, a caminho para outra partida nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra sou apanhado em flagrante com mangas de camisa, a temperatura muito mais baixa o horizonte cinzento, sem esperança de retrocesso. O outono caíu a meus pés de imprevisto,  desconfortável continuei até à aldeia da Ribeira do Fernando. A escola onde a biblioteca ambulante tantas vezes foi levar e dar histórias a meninas e meninos na idade pré escolar encerrou, foram para outra escola noutra aldeia  perto, é triste, a aldeia fica mais pobre, a biblioteca monmentâneamente fica sem a pequenada. Mas realizou o seu objectivo, quando forem mais desenvolvidos virão com os pais ou pelo próprio pé.