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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Os estudiosos da meteorologia prevêem precipitação para amanhã e sábado, observando o céu não vejo qualquer sinal disso. As crenças populares transmitidas oralmente fazem-nos acreditar na possibilidade de acontecer pluviosidade. Os sintomas corporais, uma dor nas costas, na perna, ou uma porta da nossa casa, sem mais nem menos começa a ranger ou a fechar com dificuldade, tenho o exemplo do som do apito do comboio. Bastante afastado, da minha habitação,  percorrendo a linha ferroviária da Beira Baixa, tendo o rio Tejo como acompanhante, o seu apito enérgico vai avisando a sua passagem, como se fosse a passar perto da área onde habito. Desde pequeno,  ouvia a minha mãe dizer que chovia quando o apito do comboio se ouvia ao longe, raramente errava na previsão. Observando o céu azul, exceptuando os traços abandonados pelos aviões,  estou sem saber se choverá ou não nos próximos dias. Imprevisibilidade semelhante experencio com os leitores, diariamente quando inicio uma viagem, nunca sei se estará algum esperando, se virão aos lugares habituais encontrar a estabilidade nas histórias. Uns são mais assíduos que outros, ainda assim há sempre imprevistos, ausências que não se esperam. Voltam sem qualquer embaraço, de um modo geral é como tivessem estado presentes no dia anterior, pesquisam novidades literárias, trocam palavras, de opiniões, e seguem rumo a casa. A chuva, ou melhor os fenómenos atmosféricos muitas vezes surpreendem pelo surgimento inesperado, descarregam dificuldades, saem afáveis.

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